O orçamento de R$ 4,3 milhões – custo total para conclusão das obras no Museu Oscar Niemeyer – entregue ao governador Roberto Requião deverá sofrer uma drástica redução no valor. O governador achou a quantia excessiva e determinou um estudo no sentido de diminuir o investimento e garantir, dessa forma, a reabertura do novo museu estadual.

O arquiteto Oswaldo Cintra, que representa o escritório de Niemeyer e coordena as obras no museu, explicou que esse orçamento incluí todas as obras de infra-estrutura que envolvem engenharia, equipamentos, mobiliário, informática, entre outras. Cintra assegura que é possível reduzir a partir da definição de algumas prioridades. “Estamos finalizando obras de engenharia que são imprescindíveis e darão condições para a reabertura”, assegura Cintra. “Equipamentos de informática e mobiliário poderão ficar para um segundo momento”, atesta.

A diretora do museu, Maristela Requião, reforça a posição de Cintra e garante a reabertura para os próximos meses. “Com ou sem exposição internacional o museu será reaberto”, garante a primeira-dama. “A arquitetura do prédio já é uma obra de arte e justifica a visitação pública”, argumenta.

Além disso, Maristela ainda não descartou a possibilidade de trazer a exposição dos Guerreiros de Xi?an e Tesouros da Cidade Proibida, atualmente exibida em São Paulo. “O fato de o governo de São Paulo também estar negociando a permanência da exposição por mais um mês, face o sucesso, – é positivo para nós”, afirma. “Nesse momento o museu não poderia receber a exposição, mas em dois meses isso será possível.”

A proposta da primeira-dama é incluir, futuramente, o Museu Oscar Niemeyer nos roteiros das megaexposições como, hoje, estão inseridos os grandes museus como o Guggenheim, em Bilbao, o MoMa The Museum of Modern Art em Nova York. Para ajudá-la neste trabalho, Maristela conta com uma boa equipe, já escolhida, que irá atuar ao seu lado na direção do museu. Quanto a citar nomes, Maristela prefere anunciar no momento da reinauguração.