Chuniti Kawamura / GPP

A comunidade escolar fez ontem
um protesto em frente à escola,
no bairro Tatuquara.

Professores, pais e alunos do Colégio Estadual Beatriz Faria Ansay, no bairro Tatuquara, em Curitiba, realizaram ontem um protesto para reivindicar a retomada das obras de reforma e ampliação da escola. Segundo os manifestantes, a maior parte da estrutura do local foi demolida e, desde abril deste ano, nada foi feito na área. Mais de mil alunos foram recolocados em duas escolas municipais, em regiões mais afastadas, para que continuassem estudando.

O pedagogo do colégio, Timóteo Lopes, conta que o prédio da escola que permaneceu de pé está sendo utilizado de forma precária por seis turmas. As crianças não têm recreio e aulas de educação física porque não há espaço suficiente. As salas de aula não possuem alguns vidros nas janelas, o que causa transtornos nos dias chuvosos e de frio. Não existe sala de apoio para os professores e os banheiros não possuem as condições necessárias.

?O colégio está funcionando em três endereços diferentes. Catorze turmas foram colocadas em escolas municipais, o que está criando dificuldades no deslocamento para estudantes e professores?, afirma. De acordo com Lopes, a direção da escola precisou tomar as providências de transferência dos alunos sem o apoio da Secretaria de Estado da Educação (Seed) ou do Instituto de Desenvolvimento Educacional do Paraná (Fundepar).

A professora Joseli Teixeira destaca que a comunidade da região está revoltada com a situação do colégio.

Já a professora Erenita Dupont acredita que o governo do Estado está sendo omisso quanto às obras. ?Era para ser uma situação provisória. Se já sabia que não ia fazer, era melhor não ter demolido o prédio?, opina.

Os alunos estão com medo de ficarem sem lugar para estudar no ano que vem. Os convênios com as escolas municipais acabam no final do ano e todos os estudantes relocados devem voltar para o Colégio Estadual Beatriz Faria Ansay. Além disso, crianças e professores estão assustados com os constantes assaltos, agressões e ameaças durante o trajeto para as outras escolas.

Fundepar

Ontem, membros do gabinete do Fundepar acompanhados de um engenheiro foram até o local para verificar a situação das obras. De acordo com o diretor-técnico do órgão, João Valdemar Abrahão, a obra está no prazo, já que a escola só está programada para ser utilizada no próximo ano letivo. ?A reconstrução ainda não começou porque a Fundepar e a empresa contratada para a obra ainda não chegaram a um acordo sobre o projeto definitivo do prédio?, explicou.

Abrahão contou que a expectativa é que a definição sobre o projeto aconteça ainda essa semana. ?E já marcamos uma audiência para a próxima segunda-feira para esclarecer a comunidade sobre os obras?, afirmou.