Cerca de 100 manifestantes ligados ao Movimento Popular por Moradia (MPM) e à Frente Nacional de Resistência Urbana se reuniram na manhã desta sexta-feira (14) na Praça Santos Andrade para realizar o ‘Ato Nacional contra os Crimes da Copa de 2014’. Além de Curitiba, a manifestação também aconteceu em Brasília, onde um grupo de 400 pessoas queimou pneus para fechar a principal via de acesso ao Estádio Mané Garrincha.

Em Curitiba a manifestação foi mais discreta. O grupo se reuniu em frente ao prédio da Universidade Federal do Paraná, na Praça Santos Andrades, por volta das 9h30 e por volta do meio dia seguiu em uma caminhada pelo calçadão da Rua XV de Novembro. De acordo com Chrysantho Figueiredo, coordenador geral do MPM, o ato tem como objetivo conscientizar a população sobre excessos nas verbas destinadas a realização da Copa do Mundo de 2014.

“A idéia é chamar a atenção para o fato de que a Copa do Mundo do Brasil, em 2014, não é um evento tão consensual assim e mostrar que é o povo brasileiro que tem que decidir sobre os rumos que esse evento está tomando no Brasil. Pelo o que estamos vendo, a Copa não estão sendo feita para todos os brasileiros”, alega Figueiredo.

Ainda de acordo com o coordenador, a caminhada também quis chamar atenção para as ameaças de remoção de famílias que vivem em áreas de interesses para as obras da Copa. “Temos um número de 200 mil famílias que estão sendo ameaçadas de despejo e muitas delas já foram”, completa. No fim do ato, manifestantes protestaram em frente ao palco montado na Boca Maldita para a contagem regressiva para o início da Copa do Mundo.