Manter o veículo com a manutenção em dia pode ser mais econômico do que muita gente imagina. Segundo especialistas do mercado, realizar as manutenções preventivas evita qualquer tipo de acúmulo de problemas mecânicos e elétricos. “Se você faz a revisão a cada 10 mil quilômetros, as chances de ter problemas maiores em seu carro são pequenas. Com as revisões, você evita que peças fundamentais quebrem ou apresentem defeitos”, afirma Wilson Simas, diretor do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado do Paraná (Sindirepa-PR).

De acordo com Simas, a falta de manutenção periódica faz com que os problemas mecânicos e elétricos passem para outras partes do carro. “Se há um problema no freio e não é feita a revisão ou a manutenção, esse problema pode se estender para outras peças e sistemas do carro. É como se fosse um efeito dominó”, explica.

Simas ainda afirma que com as revisões periódicas em dia os gastos com a manutenção caem consideravelmente. “É melhor ir checando e resolvendo os problemas aos poucos do que deixar para consertar tudo apenas de uma vez. As revisões feitas a cada 10 mil quilômetros saem em média R$ 300. Mas se deixar acumular os gastos pode sair do controle e com certeza será mais caro”, diz.

Para o motorista que quiser manter as condições de seu veículo em dia, Sima aconselha a fazer as revisões básicas a cada troca de óleo. “Quando um cliente nos procura, trocamos o óleo e filtro, e já fazemos uma revisão de freios, vazamentos, balanceamento, buchas e escapamento. Esses itens têm que ser olhados a cada revisão ou troca de óleo. Se notamos algo diferente, já aconselhemos o cliente a fazer a troca necessária”, conta.

Usados

O raciocínio também serve para o motorista que tem interesse em comprar um carro usado. Mesmo considerando os custos de revisão, manter o carro usado é mais econômico se comparado à compra de um zero km, conforme estimativas Sindirepa-PR. “Até cinco anos de uso ou 60 mil km rodados, o custo de uma revisão completa gira em torno de 15% do valor atual do veículo. Mas, para adquirir um modelo novo, seria necessário investir 100% sobre o valor do automóvel”, explica Evaldo Kosters, também diretor do Sindirepa-PR.

O presidente da Associação de Revendedores de Veículos Automotores no Estado do Paraná (Assovepar), Silvan dal Bello, afirma que o mercado de usados tem crescido e uma das justificativas é o bom estado dos veículos seminovos disponíveis. “Hoje as lojas associadas à Assovepar são obrigadas a dar garantia de três meses no veículo e, por isso, as próprias lojas se veem na obrigação de fazer a revisão. Além dos preços, que estão atrativos, os veículos usados são vendidos em melhores condições”.