Um trajeto totalmente novo, com saída e chegada na Praça Nossa Senhora de Salete, no Centro Cívico, deverá ser percorrido este ano pelos cerca de dois mil atletas que esperados na sexta edição da Maratona Ecológica Internacional de Curitiba. A prova é promovida pela Prefeitura de Curitiba e será realizada dia 17 de novembro.

“A mudança do trajeto atende a uma reivindicação de muitos competidores, que poderão alcançar novos recordes e reduzir o tempo de corrida percorrendo um itinerário com rampas menos acentuadas, responsáveis pelo grande desgaste físico dos inscritos”, explica o diretor da maratona, Eros Mathoso, da Secretaria Municipal do Esporte e Lazer.

Mathoso disse que o novo percurso será aferido oficialmente pelo delegado da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), Paulo Silva, na última semana deste mês. A aferição será sempre durante a madrugada, quando o movimento de veículos nas ruas que fazem parte do percurso é reduzido.

A nova verificação do circuito da maratona é uma exigência do CBAt e da Federação Internacional de Atletismo, para que os resultados da VI Maratona Ecológica Internacional de Curitiba possam ser oficialmente homologados pela Confederação.

A aferição será feita com uma bicicleta equipada com instrumentos de precisão, e que permitem a leitura exata do percurso. “A leitura deve ser, para que alguns centímetros a mais aqui e outros mais adiante, não resultem em distâncias superiores aos 42.195 metros, que correspondem ao circuito oficial da maratona”, lembra Mathoso.

Essa é a quinta vez que Paulo Silva faz a medição do arruamento. A primeira, foi em 1997, quando a cidade realizou sua primeira prova, e a saída foi do Autódromo de Pinhais e a chegada na Pedreira Paulo Leminski.. Em 1998, pela primeira vez a prova iniciou no Parque Barigüi, defronte ao Museu do Automóvel, com chegada também na Pedreira, exigindo nova aferição.

O grande número de inscritos, em 1999, exigiu a transferência da partida para o estacionamento do parque, o que mais uma vez contribuiu para alterar o trajeto oficial de 42.195 metros.

Em 2000, obras da Prefeitura no Centro Cívico mudaram o desenho viário do Centro Cívico, que ganhou a rótula na Avenida Cândido de Abreu, alterando também a circulação de carros nessa região. Paulo Silva mais uma vez verificou o percurso total, o que volta a fazer novamente no final deste mês.

Neste ano, saída e chegada serão na Avenida Cândido de Abreu, junto à Praça Nossa Senhora de Salete. Ao contrário dos anos anteriores, quando equipes distintas atenderam os atletas no Barigüi e na chegada, desta vez o trabalho será feita por uma só equipe, que permanecerá no Centro Cívico durante todo o tempo de duração da corrida.

“Com isso, reduzimos custos e pessoal, agilizando e melhorando o atendimento num espaço que contará com completa infra-estrutura para atletas e o público que assistirá a prova”, diz Mathoso. Segundo ele, o novo local foi escolhido porque é mais espaçoso, permitindo uma melhor concentração de serviços para os corredores.
Localizada numa área plana, a Avenida Cândido de Abreu também elimina riscos de fadiga e contusões na saída e na chegada. Até 2001, após a saída do Parque Barigüi os maratonistas enfrentavam uma subida de 50m, ao longo de 1.500m, na Avenida Cândido Hartmann.
Na chegada, ao longo dos últimos mil metros, eram obrigados a enfrentar uma subida de até 40m para alcançar o portal da Pedreira Paulo Leminski. “Pode parecer pouco, mas as rampas acentuadas provocam esgotamento e reduzem as possibilidades de novos recordes olímpicos”, ensina o diretor da prova.

Função social – Segundo o secretário municipal do Esporte e Lazer, Fernando Guedes, a Maratona de Curitiba, já consolidada no calendário internacional e chamada apenas de “ecológica” pelos participantes, desde 2001 também ganhou um importante papel social: mediante a doação de um quilo de alimentos não-perecíveis ao Instituto Pró-Cidadania, a população concorreu a três automóveis.

“A iniciativa mobilizou as pessoas, que só puderam depositar os cupons previamente distribuídos e já preenchidos, nas urnas instaladas ao longo dos 42 quilômetros da prova, mas apenas no dia da realização da maratona”, explicou Guedes. Todos os alimentos foram doados a instituições beneficentes cadastradas na Fundação de Ação Social.

Neste ano, a exemplo das provas anteriores, os corredores percorrem ruas de 24 bairros da cidade, passando por pontos de interesse como a Catedral Basílica, a Fonte de Jerusalém, a Rua da Cidadania Boqueirão, o Teatro Paiol e o Jardim Botânico, entre outros.