Uma mulher de 36 anos foi encontrada morta na madrugada desta quarta-feira (21) na Rua Professor Cleto, no bairro Rocio, em Paranaguá. O principal suspeito da autoria do crime é um tripulante de um navio que está atracado no porto da cidade. O homem, de origem filipina, foi preso ainda nesta quarta. Cláudia Helena Gaspar estava nua e completamente ensanguentada em sua residência quando os policiais a encontraram.

Segundo o delegado Nilson Diniz, Cláudia conheceu o filipino na noite de terça-feira (20) em uma boate da cidade. Logo depois de se conhecerem, eles foram à casa dela para fazer um programa. No dia seguinte, a mulher não apareceu no trabalho e algumas amigas estranharam o fato. Uma delas chegou a ir até a casa de Cláudia, mas ninguém atendeu. A polícia foi acionada e dentro da residência encontraram a mulher morta com diversos ferimentos no corpo e na cabeça.

No local, também havia uma carteira com documentos do suspeito, um tênis masculino e dinheiro em moeda estrangeira. Depois de uma investigação realizada pela polícia, ele foi localizado dentro de um navio. Ao delegado, ele negou a autoria do crime e disse que dois rapazes entraram no imóvel e espancaram ele e Cláudia, mas o homem não comunicou este suposto crime a polícia. O filipino tinha diversas escoriações no corpo e roupas sujas de sangue em sua cabine.

Investigação e perícia

“A equipe de investigação fez a perícia e recolheram alguns objetos. Na casa, encontramos a carteira de identidade estrangeira, de origem filipina, e com essa identificação entramos em contato com o Porto, e localizamos o referido individuo. Ingressamos no navio, junto com a agência marítima e o capitão apresentou o suspeito. Notamos escoriações e vestes sujas de sangue. Ele foi conduzido à delegacia e fizemos as oitivas das testemunhas. Diante das provas, ele foi autuado em flagrante”, explicou Diniz.

Ainda segundo o delegado, restam dez dias de investigação  e não está descartado o envolvimento de outras pessoas. Na tarde desta quarta está sendo realizada a perícia para coleta de impressões digitais. Apesar disso, Diniz reforça que os indícios apontam o homem como o autor do crime. “Hoje mesmo, ele estaria deixando o país. Ele já tinha uma passagem para 21h. Possivelmente, se o trabalho não fosse feito de maneira rápida, não encontraríamos o sujeito”, completou.

O filipino, de 32 anos, que não teve o nome divulgado, foi autuado em flagrante por homicídio qualificado por meio cruel. Ele permanece detido na Delegacia de Paranaguá.

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