Cinemas, shopping centers, casas noturnas e demais estabelecimentos que permitam aglomeração de pessoas estão suspensos até a próxima segunda-feira em Cascavel, no oeste do Paraná, para conter a disseminação do vírus da influenza A (H1N1), causador da gripe suína.

Pelo mesmo motivo, em Londrina o prefeito Barbosa Neto pode proibir aglomerações. Por lá, todas as servidoras grávidas estão liberadas de suas atividades. Curitiba estuda a mesma medida.

A medida pelo fechamento de ambientes em Cascavel volta a ser discutida na semana que vem, quando os membros do Comitê de Enfrentamento ao Influenza A (H1N1) vão definir pela prorrogação ou suspensão da exigência definida ontem.

Caso os proprietários não acatem a decisão municipal, que será fiscalizada pela Vigilância Sanitária, o Ministério Público deverá intervir. Serviços essenciais, como os bancos, continuarão funcionando, embora com entrada regulada de pessoas.

Outra medida foi tomada em Londrina, onde as servidoras públicas municipais que estiverem grávidas estão dispensadas do trabalho enquanto permanecer o risco de epidemia da nova gripe na cidade.

Aprovado pelos vereadores, um projeto de lei determina que o prefeito de Londrina, Barbosa Neto, possa decretar a proibição de aglomerações, além daquelas já orientadas pelo município, como a suspensão temporária das aulas em escolas.

A mesma sugestão de liberar as servidoras grávidas do trabalho foi feita ontem na Câmara de Vereadores de Curitiba pelo vereador e líder do prefeito na Casa, Mario Celso Cunha (PSB).

Para o vereador, os próximos 15 dias serão decisivos para a prevenção da doença. A sugestão foi protocolada via requerimento aprovado em plenário e agora segue para análise da prefeitura.

A medida de afastar servidoras gestantes foi recomendada ontem pela Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo. Segundo as orientações do órgão, as gestantes devem evitar atividades que envolvam contato com pessoas gripadas.

No caso de hospitais e escolas, a recomendação é que as grávidas sejam remanejadas para áreas de atuação onde não existam gripados e o risco de contágio seja menor. Das 69 mortes ocorridas por conta da gripe suína em São Paulo, 13 foram de grávidas.

Tecpar fará álcool em gel

Com o aumento do preço do álcool em gel nas últimas semanas, o governo estadual resolveu fabricar o produto no Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), em Curitiba.

A medida vai permitir que órgãos públicos, como escolas e hospitais, comprem o álcool em gel por preço menor que o praticado no comércio. “É uma ação emergencial para dar suporte às instituições estaduais, economizar recursos públicos e contribuir para diminuir a propagação do vírus da gripe A”, disse a secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Lygia Pupatto.

Será possível produzir 8 mil litros do produto por mês, a partir da liberação da licença da Secretaria Municipal da Saúde, prevista pelo governo para sair nos próximos dias. “A escassez do produto com a elevação dos preços está gerando lucros extraordinários às empresas”, afirma o diretor-presidente do Tecpar, Aldair Rizzi.