A Mineropar tem condições de subsidiar a construção dos mapas de risco de desastres naturais do Paraná. A empresa tem à disposição o Mapa Geológico do Paraná em escala compatível, com informações sobre os tipos de rochas do Estado. Além deste mapa, que está sendo melhorado e atualizado, há o Mapa Geomorfológico, com informações sobre relevos e fragilidades ambientais. Também está em processo de construção, o mapa de formações superficiais das microbacias em escala de detalhe.

Segundo o presidente da Mineropar, Eduardo Salamuni, para elaborar o mapa de risco do Paraná são necessárias equipes de geólogos, engenheiros geotécnicos, geógrafos e, eventualmente, de engenheiros agrônomos e ambientais, além de bases cartográficas de detalhe. “A Mineropar possui em seus quadros geólogos aptos a trabalhar em estreita colaboração com a Defesa Civil do Estado”, afirma Salamuni.

Proposta

A Mineropar mantém parceria informal com os órgãos de serviço geológico do Rio de Janeiro e São Paulo, para estudarem problemas comuns que aumentam os riscos de desastres naturais. Há uma proposta de convênio desses serviços geológicos – a Mineropar, o Departamento de Recursos Minerais (DRM/RJ) e o Instituto Geológico (IG/SP) para minimizar os desastres naturais no Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo.

O presidente do DRM/RJ, Flávio Erthal, afirma que é importante desenvolver um protocolo de cooperação e intercâmbio para tornar mais simples a elaboração de soluções conjuntas. “Há necessidade de cooperar mais, já que houve aumento de desastres naturais nessas regiões; o Rio, o Paraná e São Paulo são similares do ponto de vista geomorfológico em suas regiões litorâneas”, diz Erthal.

A papel da Mineropar na prevenção de riscos naturais no Paraná é definir as áreas frágeis que podem eventualmente trazer riscos à população. Além de fazer vistorias em áreas apontadas como áreas de risco potencial pela população e pela Defesa Civil, a Mineropar também está auxiliando as prefeituras nos acidentes geotécnicos que abrangem, principalmente, a região frágil do Karst, ao norte de Curitiba, e o Noroeste do Estado, onde se concentra áreas suscetíveis à erosão na região do Caiuá.