Foto: Lucimar do Carmo

Funcionários do hospital estão em greve desde 28 de maio.

O Ministério Público Federal (MPF) protocolou ontem uma petição na Justiça Federal pedindo o cumprimento de uma liminar que, no dia 6 de junho, determinou que os servidores técnico-administrativos do Hospital de Clínicas (HC) voltassem ao serviço.

Segundo a liminar, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral (Sinditest), por meio de seu comando de greve, tinha o prazo de 12 horas, a partir do recebimento da intimação, para ordenar a volta ao trabalho. Caso contrário, seria aplicada multa de R$ 2,5 mil aos dirigentes sindicais e os faltantes teriam descontos em folha.

Mas desde o recebimento da liminar, no dia 11, a greve continua. A petição requer sejam aplicadas as sanções estabelecidas na liminar. O Sinditest alega que mantém atendimento total nas áreas de emergência e de pelo menos 50% nos demais setores, mas de acordo com a petição, pelo menos 13 servidores estão paralisados nos setores de UTI e de pronto-atendimento.

Ontem, integrantes do Sinditest estiveram no HC para explicar à população os motivos da paralisação, iniciada dia 28 de maio, através de uma pequena encenação. Também foi realizada uma assembléia no restaurante universitário (RU) da reitoria, onde foi discutida uma reunião realizada na última sexta-feira entre a Federação dos Sindicatos de Trabalhadores de Universidades Brasileiras (Fasubra) e o governo.

?A cada nível de nossa carreira, subimos 3,6%. Queremos que haja um aumento para 5%. Porém, na reunião da última semana, o governo não nos apresentou nenhuma proposta concreta, o que fez com que déssemos continuidade à nossa greve. Também queremos auxílio-saúde de R$ 42 e incentivo à qualificação profissional?, disse o presidente do Sinditest, José Carlos Assunção Belotto.

Hoje, em Brasília, deve haver um encontro entre integrantes da Fasubra e da área financeira do governo. Para quinta-feira, está prevista uma nova reunião.