Foto: Nilton Rolin/Itaipu Binacional

 Fórum internacional debate questões sobre a Bacia da Prata.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse ontem durante a abertura do Fórum Internacional ?Diálogos da Bacia do Prata?, em Foz do Iguaçu, que o Brasil deve começar a liderar através de exemplos fortalecidos com parcerias, para tirar do papel acordos que vêm sendo feitos desde a Eco 92. ?Nós já temos uma grande quantidade de acordos internacionais firmados, mas com um baixo nível de implementação. A Itaipu e o Paraná estão liderando pelo exemplo?, disse ela.

Para a ministra, o comitê da Bacia do Prata é um paradigma e uma referência ao demonstrar que o mesmo rio que separa, ao mesmo tempo, une dois países em prol de objetivos maiores como a preservação dos recursos naturais, com sustentabilidade e participação social.

Marina Silva alertou que os estados devem valorizar pequenos projetos locais no direcionamento de políticas públicas. ?Grande parte das ações positivas que vem sendo feitas pelo Ministério do Meio Ambiente, no âmbito do Plano Nacional de Recursos Hídricos, fazem parte do constrangimento ético positivo que a sociedade impôs ao poder público de forma muito legítima?, disse a ministra. Ela citou ainda como exemplo trabalhos de sucesso implantados por comunidades, Organizações Não-Governamentais (ONGs) e universidades, sem qualquer investimento e que governo federal está transformando em políticas públicas.

Mata Ciliar

A ministra fez uma referência ao Programa Mata Ciliar, desenvolvido pelo governo do Paraná. ?O Programa Mata Ciliar incorporou a variável social para garantir a adesão dos agricultores, e isso é desenvolver política pública sustentável. Os produtores que não respeitam a mata ciliar estão inviabilizando seu próprio empreendimento futuramente?, mencionou Marina Silva.

O secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Luiz Eduardo Cheida, apresentou um balanço das conseqüências do desmatamento no Paraná, que mantém apenas 5% das florestas nativas originais, e destacou as ações que vem sendo realizadas para tentar reverter o quadro de degradação dos recursos naturais. ?Plantamos 34 milhões de árvores para recomposição da mata ciliar, estamos reflorestando pioneiramente os pontos de recarga do Aqüífero Guarani e implantando o Plano Estadual de Recursos Hídricos, que prevê a cobrança pelo uso da água?, disse Cheida.