Moradores da Rua João Sarot, localizada na Vila Pompéia, no bairro Tatuquara, em Curitiba, estão indignados. Há cerca de um ano e meio, eles vêm pagando taxas à Sanepar por um esgoto que não existe na região. Em média, por mês, as pessoas pagam R$ 20.

A vendedora autônoma Clair Roque de Faria, moradora do lugar, conta que as pessoas utilizam fossas comunitárias e estão pagando por um serviço inexistente. “Já liguei diversas vezes para a Sanepar. O problema nunca é resolvido. Há pouco tempo, liguei para a empresa e me disseram que eu tinha que conversar com uma tal de Ivonete, mas nunca consegui encontrar essa mulher”, afirma. “Estou pensando em fazer uma fossa dentro de meu terreno e, quando ela encher, pagar um caminhão para esvaziá-la. Acho que sai bem mais barato do que ficar pagando para a Sanepar por um benefício que não tenho.”

O porteiro Ilton Soncela conta que os cerca de R$ 20 pagos mensalmente pelo esgoto fazem falta ao orçamento da família. “Há pouco tempo, fui operado do coração e sempre me falta dinheiro para comprar remédios. Porém, todo mês tenho que pagar por um esgoto que não existe”, reclama. “Além disso, tenho crianças pequenas em casa, que geram várias despesas, e não há jeito de eu conseguir retirar a taxa de esgoto de minha conta.”

A copeira Aparecida Gonçalves, que atualmente está desempregada, pretende pedir o ressarcimento do dinheiro já pago. Ela diz já ter gasto mais de R$ 200. “Estou desempregada e tenho três filhos para sustentar. Não quero apenas que parem de me cobrar a taxa de esgoto, mas também que me devolvam o dinheiro que já gastei. Ele me faz muita falta”.

Responsabilidade

A Sanepar, através da assessoria de imprensa, disse que a região mencionada tem rede de esgoto, porém ela é pertencente à Prefeitura de Curitiba. A companhia diz que faz apenas a medição, entretanto todo o dinheiro pago vai para os cofres da Prefeitura.