Famoso pels belezas naturais, o município
investe na industrialização ecológica.

Começa hoje e vai até o dia 31 a semana de comemorações dos 270 anos de Morretes no litoral do Estado. A cidade é conhecida por suas belezas naturais e seus produtos típicos como a cachaça, a bala de banana e o barreado. 62.8% dos 662.700 metros quadrados são cobertos pela Mata Atlântica ainda preservada, através de dois parques e duas Áreas de Proteção Ambiental (APAs). Por isso mesmo a cidade está investindo cada vez mais no turismo e se preocupa em atrair eco-indústrias.

O prefeito da cidade, Helder Teófilo dos Santos, comenta que existem vários planos para fomentar ainda mais o turismo na cidade. Um deles é a criação do “Caminho Anhaia” (Anhaia era uma ama-de-leite negra que vivia na cidade há muitos anos) que conta com três alambiques, entre eles o mais antigo de Morrretes, o Diquinho. Além de casas de farinha, fábricas de doces, melado e compotas, tudo fabricado de forma artesanal. A natureza também é um atrativo do lugar. Um rio de águas cristalinas forma o Salto Fortuna. A Igreja São Pedro com cerca de 100 anos é outro chamariz. “O projeto já está pronto, a partir do ano que vem queremos implantá-lo”, diz Helder.

A cidade também quer revitalizar o Caminho do Itupava, desde o município de Quatro Barras até Morretes. O projeto está sendo desenvolvido em parceria com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente. Eles já construíram um complexo turístico em Porto de Cima, mas no momento está embargado devido à ação de uma ONG.

Outro projeto está sendo discutido com a Secretaria Estadual de Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, o de um parque industrial, atraindo empresas que não poluam o meio ambiente. Ainda na área ambiental a cidade começa a desenvolver um programa de gerenciamento de resíduos sólidos. Seis caminhões vão percorrer o município recolhendo o lixo para a reciclagem.

Produção

A cidade conta hoje com uma população de 15.934 habitantes. Seus principais produtos são a banana, maracujá, cana-de-açúcar, mandioca, palmáceas, gengibre, além da cachaça artesanal e doces típicos. Segundo o prefeito, a cidade produz 75% das oleirículas e frutas do litoral, abastecendo Curitiba e Região.

Cidade já chamou Nhundiaquara

A fundação do povoado de Morretes ocorreu em 1721, mas a ocupação de seu território remonta ao ano de 1646 por mineradores e aventureiros paulistas devido às descobertas de ouro na região. No entanto só em 31 de outubro de 1733 a Câmara Municipal de Paranaguá determinou a demarcação das terras do povoado de Morretes. O primeiro morador da região foi o senhor João de Almeida e em meados do século XVIII mudou-se para o local, o capitão Antônio Rodrigues de Carvalho e sua mulher, Maria Gomes Setúbal, construindo ali uma capela sob a invocação de Nossa Senhora do Porto e Menino Deus dos Três Morretes. Por uma lei municipal, em 1841 foi elevada à categoria de Município, sendo desmembrado de Antonina. Em 24 de maio de 1869, por lei provincial, passou a denominar-se Nhundiaquara e recebeu o foro de cidade. Mas em 7 de abril de 1870 voltou a denominar-se Morretes.

Origem do nome

Nundiaquara: “Nhundia” significa peixe e “Quara”, empoçado, buraco.

Porto dos Três Morretes: devido ao relevo geográfico, constituído em forma de morros.