Professores de Educação Física e
profissionais de saúde deram orientações.

O trânsito de Curitiba está se tornando cada vez mais caótico, o que gera estresse nos motoristas. Com aqueles que trabalham nas empresas prestadoras de serviço ao transporte coletivo de Curitiba também não é diferente. Assim, o Sest/Senat e a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer estão monitorando a saúde dos trabalhadores a fim de melhorar a qualidade de vida deles. Um motorista menos irritado e mais disposto reverte benefícios para a empresa e aos usuários dos ônibus.

Cerca de 70 funcionários da Auto Viação Marechal passaram ontem pelas baterias de avaliações de colesterol, pressão arterial, glicemia, Índice de Massa Corporal, freqüência cardíaca, flexibilidade, força abdominal, força das mãos e relação cintura/quadril. Com os resultados, os professores de Educação Física e profissionais de saúde indicaram as orientações a serem seguidas. “São muitas horas sentado em uma mesma posição. Os exercícios eliminam a tensão. Por isso, motorista e cobrador precisam fazer alongamentos”, afirma Ramiro Eugênio de Freitas, coordenador do programa Curitiba Ativa. “Eles podem sair do ônibus nos momentos de parada, por exemplo. Explicamos que o exercício não é só aquele feito em academia, com roupa específica. São alguns minutos que fazem diferença”, comenta.

Depois das avaliações, os coordenadores do projeto encaminham para a empresa o que ela deve fazer para colaborar com a melhoria da qualidade de vida de seus funcionários. Entre algumas medidas estão a adoção da ginástica laboral e a disposição de computadores e móveis, a chamada ergonomia. “Isso também melhora a relação entre a diretoria e os empregados, além de contribuir para a redução nos afastamentos”, explica Freitas.

O gerente operacional da empresa, Gelson Forlin, conta que os motoristas, cobradores e outros funcionários vão perceber quais são os limites de cada um, proporcionando um maior auto- conhecimento. “Se eles têm menos preocupações, vão canalizar a energia para a execução do serviço. Com certeza isso vai reverter para a empresa e também ao sistema de transporte”, acredita.

Os professores de Educação Física voltarão à Auto Viação Marechal em alguns meses para avaliar as mudanças. A partir disso, as ações terão continuidade ou serão alteradas para alcançar o objetivo do projeto.