Os motoristas curitibanos que foram multados até o 31 de dezembro de 2002 poderão parcelar as multas. O prefeito Cássio Taniguchi (PFL) assinou ontem o decreto que permite o parcelamento das multas em até doze vezes, com parcelas nunca inferiores a R$ 50,00. A proposta do vereador Elias Vidal (PFL) já havia sido aprovada em votação na Câmara Municipal de Curitiba.

Já na próxima terça-feira os devedores poderão procurar a Diretoria de Trânsito de Curitiba (Diretran) para parcelar as multas. O prazo acaba no dia 21 de julho. O parcelamento também pode ser feito via internet, pelo site do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR), www.pr.gov.br/mtm.

Os motoristas que têm recursos em andamento na Diretran ou fizeram outros parcelamentos e não quitaram não poderão parcelar as dívidas. Segundo a própria Diretran, 15% dos veículos da capital são multados, sendo que 9% acabam reincidindo. Mesmo teoricamente beneficiando a poucos, Cássio disse que a medida não vai incentivar os infratores. “Não é uma anistia, mas um reconhecimento da dificuldade para pagar as multas”, disse. O prefeito salientou que na questão do trânsito, o município pretende contar com o apoio dos órgãos de comunicação para reeducar os motoristas. “Isso aconteceu em Brasília. Em Florianópolis o respeito ao pedestre também é grande. Nosso motorista não é menos educado que o catarinense ou o brasiliense, portanto, com um trabalho de conscientização poderemos mudar nosso trânsito”, disse, destacando que desde 98 aconteceu uma redução significativa no número de acidentes e mortes no trânsito da capital. O prefeito salientou que os “pardais” da cidade serão transferidos para pontos onde a situação é mais crítica.

Para Vidal, o mais importante da iniciativa é que atende àqueles com menos condições financeiras.

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Taniguchi lembrou que a presidente da Urbanização de Curitiba S.A., Yára Eisenbach, continua trabalhando na questão do convênio com o Detran. O governador Roberto Requião (PMDB), no mês passado, ofereceu denúncia sobre o contrato apontando irregularidades relativas a não cobrança de multa dos motoristas do transporte coletivo da cidade. Com isso, Diretran e Detran têm noventa dias para se acertar, caso contrário o contrato é rompido. Taniguchi disse que a Diretran continua utilizando os dados dos arquivos do Detran, todavia não tem certeza sobre o que acontecerá após o nonagésimo dia.