Os chamados radares “multiuso”, que começaram a operar no dia 3 de julho, em Curitiba, já estão colecionando flagrantes de infrações. Os cinco equipamentos que estão habilitados para registrar excesso de velocidade, avanços de sinal vermelho e paradas em faixa de pedestres já contabilizaram 466 infrações de trânsito.

De acordo com a Diretoria de Transito (Diretran) da Urbanização de Curitiba S/A (Urbs), somente os registros de avanço de sinal vermelho já somam 416 flagrantes. Segundo o órgão, os 89 radares vêm registrando média de 30 mil multas por mês – índice que, na teoria, deverá subir conforme a implementação de novos radares.

A previsão é de que em 30 dias já deverão estar funcionando todos os 140 radares previstos pelo novo contrato entre a administradora dos equipamentos e a Urbs. “Do número total de equipamentos, 70 estarão associados a semáforos e, além de flagrar avanço de sinal e de faixa de pedestres, também poderão fiscalizar também conversão e retornos proibidos”, prevê o gestor da área de Infrações de Trânsito da Diretran/Urbs, Alvacir Gonçalves Mendes.

A notícia do aumento do número de radares desagradou parte dos motoristas que trafegam pela capital. Para o designer Luiz Renato Carnasciali, os novos radares podem confundir os condutores. “Com a mudança de local, não dá para saber onde os equipamentos estão instalados”, afirma. Segundo Carnasciali, que acumula seis multas nos últimos 12 meses, os radares “multiuso” aumentam o risco de multa. “Existem ruas escuras, onde não passam muitos carros, que não dá para ficar parado por uma questão de segurança. Fica difícil escolher entre ser assaltado ou levar uma multa”, diz.