O Ministério Público denunciou 23 pessoas envolvidas no caso da Administração de Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (ACESF) pelos crimes de concussão e formação de quadrilha.

Todos os denunciados já são réus em outras ações que tratam do mesmo crime – a coação contra familiares de pessoas falecidas na cidade para que contratassem o serviço funerário de determinadas empresas.

O esquema foi desbaratado em 2008, pelo Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Conforme apurado, a equipe da ACESF, autarquia que coordena o serviço funerário na cidade, coagia os familiares das pessoas mortas alegando que, se não o fizessem, os corpos dos parentes seriam comprometidos antes mesmo de serem enterrados – o que não é verdade.

Como relatam os promotores, “caso as vítimas não aceitassem a exigência indevida (realização do serviço de preparação e conservação de corpos), eram psicologicamente coagidas mediante a afirmação que o cadáver sofreria vazamento de líquidos corporais, mau cheiro durante o velório ou mesmo que seria antecipado o sepultamento, informações estas inverídicas e que lhes geravam grande temor e desespero, levando-as a aquiescer com a realização do serviço, pagando o preço exigido”.

São requeridos na ação proposta nesta sexta-feira (14) o então diretor-superintendente da ACESF, Osvaldo Moreira Neto, e o ex-vereador Orlando Bonilha Soares Proença, “padrinho político” do esquema.

Entre os servidores, foram denunciados Daniele Evgenija Marques Amorim, Giuliano André Tavares Dorta, Fatima Regina Moraes dos Santos Nascimento, Eduardo Afonso Sanches, Valdeci Pereira da Silva, Sérgio Roberto Fernandes, Nivaldo Castellano, Antonio Pereira Damaceno, Wanderlei Militão Neto, Zamilton Navarro Botelho, Adriano Emiliano dos Santos, Olivir de Jesus Braniak, Mauro Pinto Ferreira, Carlos Antonio Martinelli, Luiz Carlos Teodoro, Antonio Vaz Viana, Claudemir Mendes, Ilson Marcolino Barbosa, Geraldo Lopes da Silva Junior e Mara Stella Carreira.

Dos representantes das empresas beneficiadas pelo crime são acusados André Luiz da Maia (funcionário da empresa TANATO – Serviços de Tanatopraxia de Londrina Ltda), Osmar Camassano Martins e Gefferson Guilherme Martins (proprietários da TANATORIUM Bom Pastor).