O Ministério Público do Estado do Paraná (MP-PR) ofereceu denúncia contra 13 pessoas investigadas na Operação Casa de Papel. A apuração envolve um grupo de empresários que teria agido para fraudar licitações em municípios paranaenses, a partir da utilização de empresas laranjas.

Entre os denunciados, está o atual secretário estadual da Saúde, Beto Preto, que, no ano de 2013, na condição de prefeito de Apucarana e presidente do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Ivaí e Região (Cisvir), foi responsável por autorizar e homologar uma das licitações que teriam sido fraudadas.

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“Quanto ao denunciado Carlos Alberto Gebrim Preto, na época presidente do CISVIR, incumbiu-se a autorização e homologação de procedimento licitatório, sendo que, neste último ato, foi praticado sem o devido lastro contido em parecer jurídico manifestando pela legalidade da contratação da empresa, concorrendo para que terceiro se enriquecesse ilicitamente, pois ausente qualquer justificativa de interesse público para a contratação em questão”, escrevem os promotores de Justiça Renato de Lima Castro e Lucilio de Held Junior.

A denúncia apresenta no total sete fatos criminosos, todos relacionados a fraudes a procedimentos licitatórios, e foi oferecida pelo MP à Justiça Estadual na última segunda-feira (21). Até o início da noite desta quarta-feira (23), a juíza Paula Andrea Samuel de Oliveira Monteiro, da Vara Criminal de Astorga, ainda não tinha analisado o caso.

E Aí, Beto Preto?

A Gazeta do Povo entrou em contato com a assessoria do secretário, que explicou que Beto Preto ainda não foi notificado sobre a denúncia e não conhece o conteúdo da acusação. Informou que Beto Preto prestará “todos os esclarecimentos assim que chamado” e acrescentou que o secretário “está tranquilo e continua se dedicando ao enfrentamento da pandemia do novo coronavírus”.