O Ministério Público Estadual (MPE-PR) vem trabalhando junto aos municípios do Paraná para reduzir a quantidade de lixo encaminhada para os aterros sanitários. Mas até agora os resultados têm sido desanimadores, na opinião do procurador de justiça, Saint-Clair Honorato dos Santos. Os municípios da região de Curitiba, por exemplo, conseguiram reduzir apenas 100 toneladas de um total de 2400 que vão parar no aterro sanitário da Caximba todos os dias. Além da reciclagem, o procurador também ressalta a importância da compostagem, o material orgânico representa 40% do volume dos resíduos.

Todos os dias, 2400 toneladas de lixo são depositadas no aterro sanitário da Caximba oriundos de 14 municípios. No entanto, pelo menos 80% disto poderia ter outro destino: 40% poderiam ser reciclados e outros 40% poderiam virar adubo através da compostagem. O procurador ressalta que o processo utilizado hoje no aterro para evitar que o lixo polua o meio ambiente é muito caro e algumas vezes não é tão eficiente. ?Temos que mudar o modelo do tratamento do lixo?, enfatiza.

A última reunião feita pelo MPE-PR foi em abril e, como tarefa de casa, os municípios tinham que mandar relatórios diários sobre a quantidade de lixo enviada para o aterro e o que vem fazendo para reduzir o volume. Mas quase nenhuma das 18 cidades cumpriu a meta. ?É um resultado insatisfatório?, analisa o procurador.

Curitiba está entre as cidades que não vêm tratando o seu lixo de forma adequada. Apesar de ser modelo em termos de reciclagem, todo o material orgânico vai para o aterro da Caximba. Segundo a assessora técnica da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Marilsa Oliveira Dias, o problema não é exclusivo da capital, mas de boa parte da Região Metropolitana.