Elias Harmuch Jr./Jornal Paraná Centro

Cerca de 250 trabalhadores rurais estavam acampados em frente à Prefeitura de Pitanga.

Os cerca de 250 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) prometem deixar hoje a ocupação em frente à Prefeitura de Pitanga, região central do Estado, se a administração municipal providenciar melhorias nas estradas rurais que ligam os assentamentos à cidade. Os trabalhadores rurais estão acampados desde a última segunda-feira no centro de Pitanga e de Cândido de Abreu – também na região central – para reivindicar melhorias de infra-estrutura e agilidade nos processos encaminhados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

?O prefeito (Alexandre Carlos Buchmann) nos prometeu que vai disponibilizar uma máquina para melhorar a estrada que vai para o assentamento Nova Esperança. Nós vamos sair daqui amanhã (hoje) atrás da máquina?, afirmou o coordenador local do MST, Josemar Batista. Segundo o trabalhador rural, além de precárias, as estradas passam por dentro de propriedades rurais e, por isso, têm muitos obstáculos feitos pelos proprietários. ?Na próxima segunda-feira, a máquina vai para o assentamento Vale da Serra. Mas quanto às estradas internas, não avançamos, porque o Incra diz que depende de projeto e é muito burocrático?, explicou.

Os membros do MST de Pitanga passaram parte da tarde de ontem reunidos com o superintendente do Incra no Paraná, Celso Lisboa de Lacerda. ?Encaminhamos todas as reivindicações deles. Esclarecemos que toda a pauta, como recursos para fomento e habitação, já está sendo feita. E o que não está sendo feito é por causa da greve (dos servidores do Incra)?, explicou Lacerda.

Hoje, Lacerda deve se reunir com os sem terra em Cândido de Abreu, onde os manifestantes fizeram uma manifestação em frente ao Banco do Brasil na última terça-feira. O prefeito Richard Golba suspendeu o expediente na Prefeitura há dois dias com a desculpa que o som do MST atrapalha o trabalho. A reportagem não conseguiu contato com o prefeito.

Greve

Ontem, os servidores e engenheiros agrônomos do Incra, em greve há mais de um mês, manifestaram apoio aos trabalhadores rurais. ?O MST é um dos públicos-alvo e, além do plano de carreira, estamos reivindicando aumento na estrutura do Incra para atendê-los melhor?, afirmou o representante da Associação Nacional dos Engenheiros Agrônomos do Incra no Paraná (Assinagro/PR) e da Associação dos Servidores do Incra no Paraná (Assincra/PR), Geraldo Batista Martins.