Foto: Lucimar do Carmo
Pessoas de diversas idades foram alertadas durante o evento.

A Prefeitura de Curitiba realizou ontem, no Bosque Papa João Paulo II, o encerramento de mais uma etapa do Mutirão da Cidadania, com o tema central de prevenção ao câncer bucal. A idéia de se trabalhar a precaução sobre esse tipo de câncer surgiu, de acordo com a coordenadora municipal de Saúde Bucal, Lise Villani Souza, em março deste ano, quando o Hospital Erasto Gaertner, que é referência nacional no tratamento da doença, o Conselho Regional de Odontologia (CRO) e a Associação Brasileira de Odontologia (ABO) lançaram uma campanha em todo o Paraná para alertar a população sobre a doença.

Para Souza, o câncer bucal é fácil de se prevenir e detectar, todavia ainda encontra muita resistência, em especial por parte dos homens, em aderir a esse tipo de exame, pois é a parte da população que tem mais hábitos relacionados ao fumo e alcoolismo, que são agentes que contribuem para a manifestação da moléstia.

A população demonstrou ter gostado do mutirão e muitos chegaram cedo ao local, como a dona de casa Zilá Mendes Gomes. Ela achou ótima a iniciativa de se fazer uma campanha de prevenção.

Importância dos exercícios
físicos também foi lembrada.

O vice-prefeito de Curitiba, Luciano Ducci, ressaltou a importância de eventos como este, pois ?o mutirão envolve uma grande mobilização que resulta em um trabalho conjunto para melhorias da infra-estrutura na área social que atende toda a população?.

Um dos voluntários do mutirão, o dentista Luiz Humberto de Souza Daniel, destacou a importância de alertar as pessoas sobre o assunto, pois, segundo uma pesquisa do cirurgião dentista Laurindo Moacir Sassi, publicada no periódico Oral Oncology, em 2002, realizada com oito mil paranaenses, destacou que 22% dos pesquisados admitiram sequer conhecer o câncer bucal, enquanto 55% jamais realizou o exame.

O câncer bucal, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), já é a sexta maior incidência de neoplasia nos homens e a sétima entre as mulheres no Brasil e estima-se que neste ano haverá 10.380 novos casos em homens e 3.780 em mulheres.