Na segunda-feira alunos de dez escolas da rede estadual de ensino de Curitiba vão ter uma surpresa quando retornarem para a sala de aula. Voluntários e pais de alunos aproveitaram o feriado de ontem para pintar os colégios e fazer pequenos reparos. No Colégio Estadual D. Ático as goteiras que colocavam em perigo o acervo da biblioteca e os documentos escolares desapareceram.

O feriado foi de muito trabalho para os voluntários do projeto ?Mãos que Ajudam?, que há quatro anos é realizado nas escolas estaduais pela Igreja Jesus Cristo dos Últimos Dias em todo o Brasil. Além dos integrantes da igreja participam também estudantes e pais de alunos. Este ano foram cerca de 1,5 mil pessoas só em Curitiba e região. Eles fizeram diversos reparos como a troca de fiação elétrica, telhas, fechadura e pintura.

A diretora do Colégio Estadual D.Ático, Patrícia Netto, comenta que os maiores problemas da escola eram as goteiras. Na biblioteca ameaçavam os livros e os alunos não podiam usar o local. Na secretaria ameaçavam os documentos escolares e os computadores. Agora o problema desapareceu.

Além disso, a escola recebeu pintura nova. O pintor Alvino Bernardes da Silva, 45 anos, deixou de ganhar ontem R$ 70 para tornar mais bonito o local onde os dois filhos estudam. ?A troca está valendo a pena?, destacou.

Já o pedreiro Zilmar da Silva, 32 anos, estava colocando o contrapiso na sala onde será criado o laboratório de informática. ?Quando a gente ajuda, não faz bem só aos outros mas a gente também?, define. O aluno da 6.ª série, Felipe Augusto de Jesus, também ajudou. Lixou, envernizou, pintou e até descolou chicletes das carteiras. ?Os meus colegas vão ficar surpresos na segunda-feira?, comentou.

O material foi comprado com recursos da Fundepar, que economiza com a mão-de-obra. Este ano foram destinados R$ 96 mil para as escolas atendidas em todo o Estado. Ao todo 15 mil alunos foram beneficiados. Segundo os organizadores, o projeto foi realizado em 200 escolas espalhadas por 150 cidades do país e envolveu 50 mil voluntários.

TRE acalma canditados

Se depender das expectativas da turma do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná, os candidatos não precisarão entrar com uma ação de ressarcimento, já que, através da assessoria de imprensa, informou que não acredita na manutenção da liminar expedida pelo relator da Corte do TSE, Marco Aurélio Mello.

Segundo informou a assessoria, o TRE não agiu errado ao convocar um novo concurso. Em primeiro lugar porque alega que no edital do concurso de 2002 estava especificado que ?a validade do concurso é de dois anos, podendo ser estendido?. A interpretação dada pelo órgão é que isso dá margem a uma possibilidade, não a uma obrigatoriedade. Dessa feita, o prazo de convocação ao cargo teria expirado em 28 de junho do ano passado. Tanto é verdade que a mesma leva de candidatos que entrou com a ação passou antes pela Corte do TRE, em agosto do ano passado, e teve o pedido negado por unanimidade.

O TRE decidiu abrir novo concurso em função da criação de novos cargos em fevereiro, através da Lei 10.842, como analista jurídico e contador e da abertura de vagas no interior do Estado. (GR)