Com a chegada da Páscoa, o consumo de chocolates costuma aumentar bastante, principalmente entre as crianças. Porém, na hora de presentear os filhos com ovos, barras de chocolate, bombons e outras guloseimas, poucos pais se lembram de um problema que surge justamente pelo consumo exagerado de açúcar: a cárie.

O chocolate é considerado um alimento extremamente doce. Segundo a odontopediatra Larissa Madureira Entschev, o açúcar contido no produto – assim como em balas, pirulitos e biscoitos recheados – gruda no esmalte dos dentes. Se não houver higiene adequada, tem início um processo de desmineralização desse esmalte, formando a cárie.

As cáries não se formam em curto período de tempo. O consumo contínuo de doces e a higienização deficiente fazem com que elas apareçam meses depois do período de Páscoa. “Normalmente, nesta época do ano, as crianças ganham muito chocolate e ficam consumindo o produto por mais de um mês, deixando a higiene um pouco de lado. Com o passar do tempo e a continuidade do consumo de doces, as cáries conseqüentemente irão aparecer”, comenta Larissa.

Para evitar o problema, os pais devem exercer um controle rígido sobre os filhos. A odontopediatra recomenda que sejam controlados os horários de ingestão de chocolate. O mais indicado é permitir que as crianças comam doces depois do almoço, quando estão com menos apetite. “O consumo anterior de alimentos salgados acaba gerando uma proteção ao esmalte do dente e fazendo com que o açúcar tenha menos efeito.”

O horário menos indicado para consumo é à noite. “À noite, a gente tem menos produção de saliva, que contém flúor que revitaliza o esmalte dos dentes. Se a criança não fez uma higiene adequada da boca antes de dormir e os alimentos permanecem grudados nos dentes, a probabilidade de ela desenvolver cáries com mais rapidez são maiores”, explica.

Diariamente, os pais também devem cuidar para que os filhos escovem bem os dentes. É preciso orientá-los a usar fio dental e passar a escova no mínimo dez vezes sobre cada grupo de três ou quatro dentes, tanto na arcada superior quanto inferior. As visitas ao dentista devem acontecer, no mínimo, a cada seis meses. Se a criança tiver um alto índice de cáries, esse período deve ser reduzido.