Uma amostragem da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta que a variante P1, batizada de “brasileira amazônica” do coronavírus, já está em ampla circulação no Paraná. Segundo o secretário estadual de Saúde, Beto Preto, uma pesquisa realizada pela Fundação no último sábado, com os dados ainda não publicados, indicou que 70% dos casos de maior carga viral registrados no Paraná no último sábado (27) estavam infectados pela nova cepa.

LEIA TAMBÉM – Paraná chega a 96% de ocupação em UTIs e secretário diz que só abrir mais leitos “é enxugar gelo”

“A Fiocruz pegou 1300 testes no sábado para fazer sequenciamento. Aqui em Curitiba, (no Instituto de Biologia Molecular do Paraná) foram analisados os 216 testes positivos com maior carga viral. Destes, 70% eram a nova cepa. Foram certa de 3 mil testes positivos no Paraná sábado, eles sequenciaram só 216, então não dá para falar que a cepa é a prevalente no Paraná, mas que está circulando e é forte, não tem dúvida”, disse o secretário.

A nova cepa, em sua variante brasileira, segundo divulgado pela própria Fiocruz, pode expor o paciente a uma carga viral até 10 vezes maior que a primeira variante do coronavírus. Segundo o secretário de saúde do Paraná, a P1 também tem comportamento diferente quanto à evolução da doença. “O quadro do paciente agrava muito mais rapidamente. Eu vi isso dentro do hospital (Beto Preto esteve internado para tratamento da Covid-19). Vi os quadros clínicos leves evoluírem para grave com necessidade de UTI em um dia.” Segundo o secretário, este é, inclusive um dos motivos do colapso no sistema de saúde do estado. “Estávamos compreendendo o vírus e conseguindo manter o fluxo e a rotatividade dos nossos leitos. Com essa nova cepa agindo muito mais rápido, o sistema de saúde está sendo sufocado”, disse.