O edital de licitação para obras do Centro de Resgate de Animais em Risco (Crar) de Curitiba deve ser lançado depois do Carnaval, de acordo com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente. Havia a previsão de divulgar a licitação em 2012, mas os projetos complementares foram finalizados no final do ano passado. O processo está agora na fase de orçamento. A construção deve demorar entre 12 e 16 meses. Três terrenos no Boqueirão, somando 15 mil metros quadrados, já estão reservados para a obra.

O Crar terá capacidade para atender 80 cães ou gatos e 20 cavalos, todos em situação de risco. Os animais abandonados feridos ou vítimas de maus tratos poderão receber atendimento ambulatorial na unidade. Após o tratamento, serão encaminhados para adoção.

Para Soraya Simon, presidente da Associação Protetora dos Animais de Curitiba, um centro como este é necessário para o atendimento dos animais. A entidade recebe diariamente cães e gatos feridos nas ruas, principalmente por atropelamento. “Hoje o cachorro é atropelado e depende da boa vontade de alguém para levar ao médico veterinário ou alguma organização. Senão, fica agonizando por dias até morrer dependendo dos ferimentos”, comenta. Soraya considera o Crar um avanço, mas para ela o número de vagas previsto talvez seja insuficiente, pelo menos no primeiro momento, para atender a demanda.

Pessoal

O professor de zoonoses do curso de Medicina Veterinária da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Alexander Biondo, participou das discussões do Crar. Ele teme que não haja pessoal suficiente para atendimento na unidade.