Hora de abrir os cofrinhos e colocar as moedas miúdas em circulação. Este é o apelo do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc). “Diante da questão do aumento da tarifa e com esse valor quebrado – R$ 2,85 – percebemos que há pouca moeda circulando. Precisamos da colaboração do usuário”, comenta o vice-presidente da entidade, Dino César.

O aumento de R$ 0,25 na tarifa dos ônibus está valendo desde quinta-feira passada e obrigou os cobradores a saírem prevenidos de casa. “Minha irmã tem comércio então aproveito e trago de casa as moedinhas para garantir o troco”, conta a cobradora Raquel Oliveira. Já o cobrador Osaías da Silva, que não tem essa alternativa, diz que é obrigado a ficar correndo atrás de troco em todos os intervalos.

Alternativas

Acordo entre o Sindimoc e as empresas do transporte público definiu que essas empresas devem auxiliar o funcionário cobrador com pelo menos R$ 20 em trocados para começar o expediente. A Urbs, responsável pelo transporte coletivo, informa que está estudando alternativas para auxiliar os trabalhadores, mas desde já incentiva o uso do cartão transporte. Para a Urbs, o cartão ajuda com a questão do troco, além de ser mais seguro e permitir agilidade ao usuário.

A prefeitura avisa que, em princípio, a tarifa técnica vale até 26 de fevereiro do ano que vem. Para que a isenção do ICMS nos combustíveis do transporte coletivo, anunciada pelo governador Beto Richa na semana passada, interfira no valor das tarifas, a proposta precisa antes passar pela Assembléia Legislativa. A prefeitura volta a discutir o assunto só depois que virar lei.