A Fundação da Ação Social (FAS) e o Instituto para o Desenvolvimento da Cidadania (Iidac) serão os parceiros do governo federal na nova turma do Serviço Civil Voluntário (SCV). Com esse projeto, jovens de 17 e 18 anos com defasagem escolar e baixa renda serão reintegrados à sociedade e terão assistência profissionalizante e educacional. A abertura da nova turma foi realizada ontem.

A proposta é oferecer condições de retorno à escola e qualificação profissional através de atividades que resgatem a cidadania. Neste ano, serão atendidos duzentos jovens pela FAS e sessenta pelo Iidac. Em todo o Paraná, serão quinze cidades atendendo a 1,1 mil jovens. A duração é de seis meses.

Podem participar do projeto jovens de 18 anos (completos ou a completar neste ano) que tenham baixa renda familiar (máximo de três salários mínimos), desempregados e com escolaridade inferior à 8.ª série. É uma ação conjunta dos ministérios da Justiça e do Trabalho e Emprego, em parceria com a Secretaria de Estado do Emprego e das Relações do Trabalho.

O projeto federal começou em 1998, com a adesão de duas cidades: Brasília e Rio de Janeiro. No ano seguinte, Curitiba começou a fazer parte da ação, com a coordenação do Instituto de Defesa dos Direitos Humanos (Iddeha). Em um projeto-piloto, cem jovens foram atendidos. Em 2000, foram 250 pessoas. No ano passado, com a coordenação da FAS, em parceria com o Iddeha, o número de inscritos no projeto saltou para trezentos.

No SCV, os jovens são reintegrados à escola e, no contraturno, fazem atividades que visam ao aperfeiçoamento profissional e ao desenvolvimento da cidadania, através de trabalhos voluntários na comunidade. A presidente da FAS e secretária municipal da Criança Marina Taniguchi salientou a importância do projeto para promover a cidadania e oferecer melhores condições de trabalho aos jovens. “Em seis meses, a mudança nesses jovens é notável. Eles passam a ser protagonistas na sociedade e na escola”, disse. “Através dos trabalhos feitos com a comunidade, eles passam informações e têm a consciência de que vão ajudar a melhorar a sociedade em que vivem.” O jovem que participa do SCV recebe bolsa-auxílio de R$ 60,00, alimentação e oportunidade de freqüentar cursos profissionalizantes. Além disso, recebem um uniforme, vale-transporte e lanche.

A turma formada no ano passado realizou trabalho de abordagem e conscientização de jovens e adultos com relação a Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e educação ambiental. Na área de saúde foram abordadas 2.310 pessoas. E na área ambiental, 2.420. A curitibana Priscila da Costa, 18 anos, participou do projeto em 2001. Não tinha completado o primeiro grau e decidiu, depois de uma palestra sobre a SCV, inscrever-se na FAS. “Participar desse projeto fez com que eu tivesse mais força”. Hoje, Priscila está no 1.º ano do 2.º grau. “Quero fazer faculdade: administração ou jornalismo”, relatou.