Novembro começou com o insólito ‘ensaio’ fotográfico de Nana Gouvêa sobre os destroços do furacão que assolou Nova York em outubro e deixou como saldo nada menos que 43 mortos. Não demorou muito para que internautas construíssem montagens da atriz em diversos dessas catástrofes da história.

Nana esteve presente desde campos de concentração na Segunda Guerra Mundial até o naufrágio do Titanic. A musa, revoltada, disse que não tinha a intenção de ofender ou fazer pouco caso com o desastre natural, no entanto, recebeu severas críticas pela atitude.

Ganância malandra

Edilson Tavares de Moraes, de 22 anos, percebeu que a boca de tráfico de crack em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, era um negócio rentável, resolver dar um fim no ‘patrão’ e assumir a banca. Por isso, contratou um adolescente, de 16 anos, para fazer a limpa na concorrência.

A chacina, que pôs fim à vida de quatro pessoas, aconteceu no dia 28 de agosto, mas só foi desvendada em novembro. Fábio Roberto de Oliveira, 28 anos, foi o principal alvo de Edilson. A dupla de assassinos foi até a casa de Fábio e começou a fuzilaria. O ‘gerente’ e um amigo, Wellington Braz Dias, 27, morreram com um tiro na nuca. Roberto de Oliveira, 46, pai de Fábio, e Simone Ribeiro Czaikowski, 27, receberam uma chuva de bala.

Amizade

Os moradores do Capão da Imbuia resolveram se unir para acabar com a bandidagem na região. Para isso, eles criaram o projeto “Vizinho de olho”, apresentado por uma moradora que preferiu manter sua identidade em sigilo e aprovado pelo Conselho Comunitário de Segurança do Capão da Imbuia (Conseg).

Quando uma casa, das 25 monitoradas, é invadida, o morador alerta aos outros por meio de um controle exclusivo que dispara uma sirene e depois a Polícia Militar (PM) é chamada.

 Novela

O imbróglio das obras da Copa teve mais um capítulo em novembro: a assembleia resolveu instalar uma CPI para apurar o que estava acontecendo na Arena. Apesar de a comissão abordar tudo o que se referia ao mundial de futebol em Curitiba, o périplo do estádio rubro-negro foi um dos principais alvos das investigações.

Quem quer dinheiro?

Marco André Lima
Avião tinha saído de Dourados (MS) e iria para o aeroporto do Bacacheri.

Um avião, carregado com dinheiro caiu na zona rural de Almirante Tamandaré, região metropolitana de Curitiba, e acabou matando o piloto, copiloto e um segurança. A aeronave, de uma transportadora de valores, havia saído de Dourados, no Mato Grosso do Sul, e teria como destino o aeroporto do Bacacherri, em Curitiba.

De acordo com testemunhas, o avião teria batido em uma copa de árvore e então perdido o controle, caindo de bico no solo. Os corpos das vítimas só foram removidos depois que o dinheiro foi levado e o tanque de combustível esvaziado, para evitar uma explosão.

Coisa nossa

Átila Alberti
Empresário foi alvo duas vezes de atentato por não atender à alta coletiva.

O dono de um posto de combustíveis, que não quis se identificar, foi alvo de um atentando após não participar da ‘alta coletiva’ do setor. O local foi ‘metralhado’ durante a madrugada, quando o posto não estava funcionando. Quando os funcionários chegaram para trabalhar, às 7h, encontraram o estrago feito no estabelecimento.

Cerca de 20 cápsulas foram encontradas no local. As imagens foram entregue às autoridades, mas não foram suficientes para que, alguns dias ,depois, o mesmo posto fosse alvo de um novo atentado – pelo mesmo motivo.

Curva da morte

Um acidente envolvendo quatro caminhões e três carros tirou a vida de sete pessoas na BR-376, no km 674, na descida na Serra do Mar. Ao tentar frear o caminhão, Paulo Roberto de Oliveira Santos, 39 anos, não conseguiu parar o veículo e foi levando tudo o que havia em sua frente.

Paulo atingiu um carro não identificado por ter ficado completamente queimado e amassado; o caminhão placa MFF-4225, também incendiado; o Gol de Londrina; um caminhão da empresa que presta serviços para a Autopista Planalto Sul; uma caminhonete de Itajaí (SC); e o caminhão-trator. Com o derramamento de combustível os carros pegaram fogo.

Caixa de entrada

Um carcereiro se complicou depois que seu número de telefone foi encontrado na agenda do celular de uma traficante. O rapaz, que trabalha na Delegacia de Furtos e Roubos (DFR), é suspeito de facilitar o tráfico de armas e permitir a entrada de um telefone celular para Marcos Rafael Pereira dos Santos, o “Tocha” – preso na DFR.

A esposa de Tocha, Rosimara Benigno, 32 anos, tinha o contato do “Paulo carcereiro” e diversas mensagens do suspeito em sua caixa de entrada. Com essa “ferramenta“, o casal conseguia, junto com outros comparsas, organizar e controlar o tráfico de drogas em diversas localidades de Curitiba.

Fim de festa

Seis suspeitos de liderar uma manifestação em Campo Magro, na região metropolitana, exigindo a construção de um viaduto no km 110 da BR-277, acabaram presos na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. A movimentação foi organizada pelas redes sociais e conseguiu juntar cerca de 500 pessoas, que começaram a protestar às 15h.

A tentativa de intervenção no fluxo de veículos foi recebida com sprays de pimenta pelos policiais, que conseguiram controlar o tumulto em 15 minutos.

‘Rápidos no gatilho’

Átila Alberti
Trio de marginais era velozes na ‘arte de desmanchar um carro roubado’.

Gabriel Carneiro, 22 anos, Adalto de Jesus Antunes Gregório, 31 anos, e Arquimedes Souza de Araújo, 47 anos, poderiam usar o empenho que têm para outra coisa e não somente para desmanchar um Fiesta em 1h30 em Fazenda Rio Grande.

 O trio foi autuado em flagrante por receptação qualificada e adulteração de sinal identificador de veículo e encaminhado à carceragem da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos, no Santa Quitéria.

Abordagem excessiva

“Minha intenção era justamente registrar as abordagens, mas aparentemente não consegui flagrar nada. Eles estavam fazendo o procedimento com excessos, abordando mulheres e torcedores. Todo mundo estava tranquilo”, contou a estudante.

Assista os vídeos que marcaram o mês de novembro.