Representantes dos 32 Núcleos Regionais de Ensino do Paraná estiveram reunidos nesta semana em Curitiba para discutir as metodologias do ensino religioso nas escolas públicas do Estado. A disciplina é obrigatória no currículo das escolas – com carga horária anual de 800 horas -, porém, a matrícula é optativa para os alunos.

O ensino religioso foi implementado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação em 1996, e no ano passado, regulamentado pelo Conselho Estadual de Educação do Paraná. A orientação é que a disciplina deveria ser oferecida a partir deste ano para os alunos das quintas séries do ensino público fundamental. De acordo com a representante da equipe pedagógica do ensino fundamental da Secretaria de Estado da Educação (Sedu), Lilian Ianke Leite, o encontro serviu para discutir a metodologia dos conteúdos da disciplina. Além disso, iniciar a elaboração de um currículo básico para o ensino religioso.

A representante da Sedu esclareceu que a disciplina não pretende abordar questões doutrinárias, mas sim “a religiosidade dentro das tradições histórica e cultural, com envolvimento político, social e econômico.” O objetivo, destaca Lilian, é propiciar aos alunos um maior discernimento sobre as diferentes religiões.

Como a disciplina já está sendo ofertada por muitas escolas, a principal dificuldade tem sido encontrar professores com formação na área. De acordo com Lilian Leite, o Paraná conta hoje com apenas mil professores concursados ou especializados em pedagogia do ensino religioso. Essa lacuna está sendo suprida por professores com formação em Filosofia, História, Ciências Sociais ou Pedagogia. Lilian acredita, que em médio prazo, essa situação deverá mudar, já que algumas universidade estão se habilitando junto ao Ministério da Educação para oferecer o curso de graduação na área.