A pista está pronta. Está faltando
apenas a parte de paisagismo.

Diante de tantos transtornos, inclusive com a queda quase total do movimento, os comerciantes da Avenida Iguaçu, em Curitiba, aguardam ansiosamente o término das obras de revitalização da pista. Afinal, já se passaram cinco meses, que segundo a dona da padaria Costa Scocco, Sônia Scocco, “parece que faz um ano”. Apesar da perturbação, a Prefeitura de Curitiba diz que está dentro do prazo e que pretende entregar tudo ainda na primeira quinzena de julho. “A previsão, com o paisagismo, era para agosto. Estamos adiantados”, diz Maurício Fanini, diretor de Pavimentação da Secretaria Municipal de Obras Públicas.

Os comerciantes dizem que o prazo prometido era de quatro a seis meses. Se começou no dia 15 de janeiro, a obra hoje está completando cinco meses. Segundo Fanini, toda a pista está pronta, faltando apenas a parte de paisagismo, a colocação de adornos e árvores, iluminação e conclusão da pista de caminhada. Mesmo que a obra seja concluída dentro do prazo, os comerciantes temem não conseguir mais recuperar a clientela perdida. “Acho difícil. Comercialmente não vai melhorar nada”, estima a proprietária da floricultura Bromélia, Olga Cecília Kmiecik, que acredita que perdeu 70% do movimento. “O pior é que deixou a desejar. Não teremos estacionamento e parece que querem fazer uma ciclovia, o que nos atrapalhará”. Mas Fanini diz que não foi projetada ciclovia, apenas pista de caminhada, que inicia na Pasteur e vai até a Castro Alves.

Sônia Scocco diz que ficará satisfeita se pelo menos voltar a ter o mesmo movimento. “Acredito que vai ficar mais bonito, mas não sei se é viável”. A expectativa do dono da Panificadora Adonai, Arno Güeths, é que o movimento melhore, mas acha que a obra é desnecessária. “É uma obra política. As ruas dos bairros estão cheias de buracos, mas escolheram aqui porque é um cartão de visita para a campanha”, opinou. Ele conta que no começo da revitalização, quando as ruas foram bloqueadas, o movimento zerou. O alívio veio depois que as ruas transversais foram liberadas.

Segundo Fanini, como os transtornos eram previstos, os comerciantes tiveram redução no IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). A obra representa um investimento de R$ 1.1 milhão em paisagismo e mais R$ 2,5 milhões na pista de concreto. O diretor de pavimentação diz que revitalização se fez necessária, pois desde a inauguração da Avenida, em 1905, não houve nenhuma grande intervenção. No local, antes da obra, passavam 1.800 veículos por hora. (JM)