A Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema), por meio da Assessoria de Educação Ambiental, promoveu sábado e domingo (08 e 09), no Parque Estadual Rio da Onça, em Matinhos – Litoral do Paraná – uma oficina de capacitação para jovens que participarão do Projeto Caiçara, com início previsto para a primeira semana de janeiro de 2009.

Cerca de 60 jovens entre 16 a 18 anos, foram selecionados em Escolas Estaduais dos municípios de Pontal de Sul, Matinhos e Guaratuba e vão promover oficinas e ações de educação ambiental, aliando arte, turismo, história local e respeitando as potencialidades específicas de cada região.

“O Projeto Caiçara tem como desafio promover a inserção da comunidade no seu ambiente sócio-cultural, criando uma perspectiva para seu crescimento financeiro, cultural e principalmente ambiental num período em que os projetos de verão estão voltados para o turista e veranista”, declarou o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Rasca Rodrigues.

Nesta primeira etapa, a capacitação foi conjunta e o grupo recebeu orientações para atendimento e de comunicação com o público, noções de conhecimentos gerais sobre fauna e flora e técnicas de primeiros socorros. Posteriormente, serão realizadas capacitações nas praias de origem de cada grupo. Ao todo, são 20 jovens de cada município que farão parte da Ação.

A Assessora de Educação Ambiental da Sema, Rosa Riskala, conta que a idéia é mostrar as potencialidades, a cultura e o cuidado com a preservação ambiental presente nas comunidades caiçaras.

“Queremos que os jovens nascidos no litoral estejam preparados para receber os visitantes, com conhecimentos sobre meio ambiente, ecossistemas da floresta atlântica, turismo e cultura local, e também conhecimento comportamental para atender bem e cuidar da imagem do órgão ambiental estadual”, ressaltou Rosa.

Os jovens de 16 e 18 anos terão tutores universitários – que além de esclarecer dúvidas com relação ao trabalho realizado – servirão como referência para que os mais novos tenham motivação para prosseguir com seus estudos e tentar uma vaga na universidade.

Uma das coordenadoras do Projeto, a técnica da Assessoria de Educação Ambiental da Sema, Danielle Daher, acrescentou que outro fator para a escolha de jovens e ONGs locais foi a continuidade do projeto – que poderá ser desenvolvido pelos próprios moradores independentemente de quem sejam seus governantes. “Quando o Estado sair, eles estarão mais próximos da sustentabilidade e só isso já faz esse trabalho valer a pena”, afirmou.