A Promotoria de Investigação Criminal (PIC), em conjunto com as polícias Civil e Militar, realizou uma operação de busca e apreensão ontem em oito casas de bingo em Curitiba, que supostamente estariam abertas desrespeitando os decretos do governo do Estado. Delas apenas uma estava fechada, segundo o comando da operação. Nas demais foram apreendidas 88 máquinas de videoloteria, nove pipoqueiras (usadas no bingo eletrônico), além de materiais de computação, blocos de ingressos, vales plastificados, cadernos, agendas e volantes de jogos. Cerca de R$ 32 mil em dinheiro também foi apreendido, ficando sob responsabilidade da Central de Inquéritos.

Foram lacradas, tendo apreendidas máquinas de videoloteria e equipamentos específicos para jogos as casas: Village Bingo Batel, Milenium Village Bingo, Las Vegas Bingo Show, Big Bingo, Palácio Center Bingo, Bingo das Flores e Bristol Golden Bingo.

Segundo o delegado adjunto da Divisão Policial da capital da Polícia Civil, Benedito Gonçalves Neto, os equipamentos apreendidos foram transportados em nove caminhões até a Academia da Polícia Militar no Guatupê, onde foram depositados judicialmente. De acordo com o policial, essa medida foi necessária em razão de notícias de que os bingos desrespeitaram o decreto do governo do Estado e reabriram as portas no último final de semana.

Os proprietários das casas de bingos, que tiveram suas portas lacradas novamente, foram encaminhados para os distritos policiais da região onde mantinham o estabelecimento, assinaram Termo Circunstanciado de Infração Penal e foram liberados.

Sem lei

O vice-presidente do Sindicato das Empresas Administradoras de Bingo do Estado do Paraná (Sindibingo), Luiz Eduardo Dib, disse que todas as casas estavam fechadas, cumprindo o que mandam os decretos do governador. “Apenas algumas trabalhavam com as máquinas de videoloteria que são garantidas por um liminar federal. Liminar essa que o governo não respeitou. Estamos num Estado sem lei”, disparou.

Dib contou que o sindicato irá se reunir com os donos dos bingos que sofreram a ação e contabilizar os prejuízos, para então tomar algum tipo de ação. “Foi uma medida truculenta, não vista nem na época do regime militar”, comparou Dib.