A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), entidade que regula o setor, indica que a tarifa da Copel pode subir 9,67% a partir de junho, após a revisão periódica – essa revisão ocorre a cada quatro anos para adequar fatores como gestão, qualidade de serviços e investimentos e não deve ser confundida com os reajustes tarifários anuais.

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Segundo a Aneel, o que mais impactou no cálculo desse índice foram os encargos setoriais e custos com aquisição e transporte de energia. A proposição de alta de 9,67% (alíquota média para o consumidor) vai agora para consulta pública e os valores definitivos só se darão após a análise das sugestões da população, recebidas até 14 de maio.

O aumento entra em vigor no dia 24 de junho e deve afetar 4,7 milhões clientes de 394 municípios do Paraná.

Sem pedido da Copel

Em nota, a Copel informa que a decisão sobre reajuste de tarifa é da Aneel e que não houve pedido ou solicitação por parte da empresa, cabendo a ela o cumprimento de tais deliberações. “Em 30 de março de 2021 a Aneel divulgou aviso sobre o processo de revisão tarifária a qual faz parte do contrato de concessão, que será objeto de consulta pública”, diz a nota divulgada na quarta-feira (31).

Ainda de acordo com a Copel, o sistema elétrico nacional é interligado e as tarifas são definidas pela Aneel levando em conta diversos fatores. “Dentre eles estão a compra de energia de Itaipu, cotada em dólar, o custo de transmissão da mesma energia, que é federal, a inflação e, mais recentemente, o acionamento das usinas termelétricas, que tem sido realizado por conta da ausência de chuvas regulares e da baixa dos reservatórios que geram energia nas hidrelétricas”.