A Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (Apufpr) deve divulgar hoje balanço da adesão dos professores à greve deflagrada terça-feira. Contudo, o comando local da paralisação estima que entre 50 e 60% da classe deve estar de braços cruzados.

“A paralisação acompanha o histórico das paralisações. No Direito, a maioria dos professores não parou. Nas exatas a adesão é grande. Tem muita mobilização da Engenharia Civil e no curso de Informática”, relatou o professor Luis Allan Künzle, ontem.
Os professores decidiram, no início do mês, aderir à paralisação nacional que já atinge cerca de 40 instituições federais de ensino superior. Estima-se que a greve terá impacto sobre os 30 mil estudantes de Curitiba e das unidades da Federal em Matinhos, Pontal do Paraná, Palotina e no recém-criado câmpus de Jandaia do Sul. Também devem ser afetados os alunos do Setor de Educação Profissional e Tecnológica da UFPR.

Cortes

Segundo a Apufpr, os cortes de recursos destinados ao Ministério da Educação (MEC) já ultrapassam R$ 12 bilhões na execução orçamentária deste ano, enquanto cerca de R$ 5 bilhões estão sendo destinados às instituições privadas pelo Programa de Financiamento Estudantil (Fies). Embora o governo também tenha restringido os recursos ao Fies o número de novos contratos caiu quase 50% neste ano , os professores criticam o repasse aos grupos privados de ensino.

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