Os programas do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) atendem atualmente 2,6 milhões de paranaenses. Este ano, estima-se que o repasse do governo ao Estado chegue a R$ 737,1 milhões. No entanto, ainda há, no Paraná, 500 mil famílias consideradas pobres. Esses dados foram repassados pela assessora de gestão de informações da Secretaria Nacional de Assistência Social, Luziele Tapajós, durante o 1.º Encontro Paranaense do 3.º Setor, que termina hoje, em Curitiba.

"A política social atenua e dá alternativa de saída de situações graves, nas quais vivem a maioria dos brasileiros. Porém, se continuarmos a fazer política social de maneira amadora não haverá solução", afirma a representante do MDS.

Segundo Luziele, uma das medidas adotadas para garantir a profissionalização dos atendimentos sociais foi a implantação, em dezembro de 2003, do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). "Trata-se de uma alternativa estratégica no que se refere à política de assistência social", afirma. Entre as dificuldades estão o levantamento de informações concretas e a adesão dos municípios, que aos poucos vem acontecendo: no Paraná 30% das cidades já aderiram ao SUAS. "O SUAS agiliza o pagamento dos recursos aos estados e municípios. O atraso dessa verba é uma das dificuldades, mas estamos conseguindo eliminar essas várias barreiras", explica ela. "Um grande desafio para o Estado e prefeituras é repensar e aprender a fazer assistência social", sugere.

Sobre o terceiro setor, Luziele afirma que a rede opera politicamente com o governo, mas é bastante desrespeitada, principalmente em relação à busca de parceiros e financiadores para as ações: "a eles falta autonomia no atendimento que fazem."

De acordo com a presidente do Paraná Fundações, Arlete Dias, no Brasil há, hoje, 250 mil entidades sociais filantrópicas, 1.600 somente no Paraná. O setor emprega 1,5 milhão de pessoas com carteira registrada, mas têm, ainda, dificuldades. "Em todas as áreas há necessidade: em recursos financeiros, no envolvimento do setor produtivo, na profissionalização, e em mais pesquisas das universidades, para que tenhamos dados para ação", afirma Dias.