O Paraná alcançou a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde de vacinar 95% das crianças de 1 a 6 anos, contra o sarampo, no Estado. Até esta terça-feira (20), foram imunizadas 845.535 crianças. Mesmo assim, a campanha anual de vacinação contra o sarampo segue até o dia 30 de setembro.

Até mesmo as crianças que já tomaram a vacina em anos anteriores devem ser imunizadas novamente. “Esta é a reta final da vacinação, os pais que ainda não levaram seus filhos para receber a dose deste ano da vacina ainda podem levá-los ao posto de vacinação e ajudar a garantir a proteção das crianças”, lembrou o secretário da Saúde, Michele Caputo Neto.

Segundo o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz,  a vacina é o meio mais eficaz de se prevenir o sarampo, “a doença é grave e não tem tratamento específico, por isso é importante que as crianças nessa faixa etária recebam a vacina e fiquem protegidas”. O sarampo é uma doença infecto-contagiosa, que pode facilitar o surgimento de outras doenças, como pneumonia e diarréias. No Brasil, graças às campanhas de vacinação, o vírus do sarampo não circula desde 2001.

Em 2011, foram notificados 18 casos de sarampo no Brasil, contudo as ocorrências estão relacionadas a pessoas que tiveram contato com o vírus tipo D-4, que circula na Europa.

De acordo com a enfermeira do programa de imunização da Secretaria, Lúcia Helena Bisetto, a vacina só não é indicada para crianças que tiveram reações anafiláticas a doses anteriores ou com imunodeficiências congênitas ou adquiridas severas conhecidas (tumores sólidos ou hematológicos), tratamento com imunossupressores por tempo prolongado ou infecção sintomática pelo HIV. “Em caso de dúvida os pais ou responsáveis devem perguntar ao médico da criança se há contraindicação ou se a vacina deverá ser adiada por tempo determinado”, explicou.

A vacina está disponível nos mais de 2,4 mil postos de vacinação no estado e protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola. Para obter mais informações sobre os locais de vacinação, a população pode entrar em contato com a secretaria de Saúde de seu município.