A Polícia Militar do Paraná (PMPR) lança no início do próximo mês o Programa Avançado de Treinamento Policial e Cidadania (Proavante), deste ano. As aulas começam no dia 6 de abril com duas turmas simultâneas, de 30 alunos cada, por semana. Até novembro, término do curso deste ano, 2.040 policiais terão passado pela capacitação.

A finalidade é atualizar profissionalmente os integrantes da PM, através de treinamento de imersão em Direitos Humanos, Técnicas e Táticas de Sobrevivência Policial, no manejo e tiro com armas de porte e outras armas, utilizados no trabalho do policial, obedecendo parâmetros legais. O plano que será lançado foi desenvolvido para dois anos, portanto, em 2010 outros 2.040 policiais passarão pelo treinamento.

O comandante-geral da polícia Militar, coronel Anselmo José de oliveira, aponta três pontos positivos trazidos pela capacitação. “Ganha o Estado, pois o custo de investimento em cada policial será baixo devido à estrutura e profissionais instrutores já existentes, ganha a corporação com homens atualizados e capacitados e, por fim, a população que receberá um atendimento com mais qualidade”, disse.

“O grande objetivo é fazer com que o policial esteja aprimorado nas técnicas policiais e também no trato das pessoas com respeito à cidadania, direitos humanos e, sobretudo, no resgate dos conceitos de hierarquia e disciplina para que possa dar atendimento, cada vez melhor, ao público”, afirma o tenente-coronel Loemir Mattos de Souza, responsável pelo setor de Planejamento Operacional e Instrução da PM.

De acordo com Mattos, as primeiras turmas serão formadas por oficiais da Operação Escudo e, em seguida, participam os policiais que trabalham na rua, nessa mesma operação. “Nesta primeira fase, somente da Operação Escudo, 600 homens serão treinados, depois, passam pela mesma capacitação, os policiais de todas as unidades operacionais de Curitiba”, explica Mattos. Esta programação é complementar à instrução já existente nas unidades de polícia.

Os policiais receberão treinamento para melhorar as habilidades referente ao tiro policial, táticas para confronto armado, técnicas de abordagem, uso da força, direitos humanos, intervenção em crises e mediação de conflitos, entre outras. “A qualidade de vida é uma das disciplinas que eles terão. Ela abrirá os horizontes dos policiais com relação a familiares e colegas, além de ajudá-los a transformar as dificuldades do dia-a-dia em benefícios”, diz Mattos.

Por ser um programa de imersão, o policial fica uma semana inteira, nos três turnos do dia, sem sair da Academia Policial do Guatupê, para que, segundo Mattos, os objetivos do curso sejam alcançados. Ele disse ainda que no final de cada semana de treinamento será realizada uma dinâmica de grupo, por exemplo, a corrida de aventura.