A falta de oxigênio em Manaus, capital do Amazonas, fez com que o Ministério da Saúde solicitasse a transferência de 61 bebês recém-nascidos para o Paraná. Do total solicitado, 25 leitos já estão disponíveis nesta sexta-feira (15). De acordo com o Governo do Paraná, foram disponibilizados 10 leitos no Hospital Infantil Waldemar Monastier e 15 no Hospital do Rocio, ambos de Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba.

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Segundo o secretário da saúde do Estado, Beto Preto, o Paraná está se organizando para aceitar pacientes. “Recebemos com muita sensibilidade esse pedido para UTI para os bebês. Nos mobilizamos de forma a ajudar humanitariamente esses pacientes com todas as condições que temos aqui”, disse o secretário Beto Preto. 

Situação é frágil

O presidente do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e secretário de Saúde do Maranhão, Carlos Lula, disse que a situação é gravíssima.
“Estamos falando de bebês prematuros. São muito frágeis, muito instáveis. É uma ação preventiva. Diferente de pacientes adultos, eles morrem mais rapidamente se faltar o mínimo de oxigênio. E existe o risco de faltar”, declarou.

Ele explicou que as mães vão no mesmo voo. “Nove ambulâncias nossas estarão esperando no aeroporto. As mães vão acompanhando os bebês”, informou.
Carlos Lula declarou que o Ministério da Saúde fez contato com vários estados para dividir as vagas.

Os prematuros não estão infectados pelo coronavírus. “São bebês que necessitam ficar numa UTI neonatal para ganhar peso, ficar mais fortes e, só depois, deixar o hospital”, destacou.