Três aviões e um helicóptero serão incorporados à frota de caminhões para agilizar o transporte do imunizante para as 22 regionais de saúde do Paraná. Segundo o governo estadual, a intenção é garantir a aplicação da vacina nos paranaenses o mais rapidamente possível.

“Vamos usar a experiência adquirida no transporte de órgãos para transplante, em que o Paraná é referência, e também nos testes para a Covid. Só no ano passado foram 500 horas/voo, garantindo agilidade e rapidez”, destacou o chefe da Casa Militar, tenente-coronel Welby Pereira Sales. Um novo avião, em fase final de aquisição pelo governo, será integrado ao sistema de imunização em até 30 dias, além de aeronaves da Segurança Pública que podem ser convocadas.

Veja entrevista com o Secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto:

As aeronaves reduzem o tempo de deslocamento e todos os municípios podem ser abastecidos dentro de 48 a 72 horas. “O helicóptero, por exemplo, pode ser utilizado para chegar em locais de difícil acesso”, disse o chefe da Casa Militar.

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 Além das aeronaves, o Governo do Estado conta com quatro caminhões com baús refrigerados, todos monitorados por satélite, para distribuição das vacinas. Cada veículo tem capacidade de transportar aproximadamente 228 mil frascos do imunizante.

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Apenas entre agulhas e seringas, o Estado conta atualmente com 11 milhões de unidades em estoque, quantidade que vai saltar para 27 milhões nos próximos dias com a compra de mais 16 milhões, em fase final de aquisição pela Secretaria de Estado da Saúde.

Plano Nacional de vacinação

O processo de vacinação no Paraná vai seguir o Plano Nacional de Imunização (PNI) elaborado pelo Governo Federal. O Ministério da Saúde espera começar na próxima semana as imunizações dos grupos considerados de risco. A estimativa é que o Estado receba 100 mil dos 2 milhões de doses do imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford e pelo Laboratório AstraZeneca. As vacinas serão importadas do Instituto Serum, um dos centros da AstraZeneca para a produção da vacina na Índia, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Além disso, destacou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, a expectativa é por outras 300 mil doses do imunizante Coronavac, do laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo. A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai se reunir no domingo (17) para discutir os pedidos de autorização para uso emergencial dos imunizantes.