O secretário estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Luiz Eduardo Cheida determinou, por meio da Resolução 024/03, o levantamento das dez maiores zonas de risco ambiental na área de atuação de cada órgão ambiental do Estado. Ao todo, serão mais de duzentos pontos críticos que vão compor um mapa de risco ambiental do Paraná, ou os chamados “hot spots.”

“A preocupação é atuar de forma positiva e preventivamente nas áreas que apresentem qualquer tipo de atividade de risco ambiental, para que não tenhamos nenhuma Cataguazes no Paraná”, disse o secretário.

A medida foi publicada no último dia 30, no Diário Oficial do Executivo, com prazo para cumprimento até 15 de agosto, e tem como contrapartida para os casos de risco a criação, em junho, da Coordenadoria Estadual de Acidentes Ambientais, por meio do Instituto Ambiental do Paraná, órgão vinculado à Secretaria, para dar agilidade ao atendimento a questões que envolvem estratégias e rápidas decisões em caso de acidentes ambientais.

A resolução para o levantamento das zonas de risco ambiental abrange as chefias dos escritórios regionais da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema) e de seus órgãos vinculados – o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e a Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa).

No trabalho, que deverá ser apresentado em envelope fechado, deverão constar os dez pontos mais críticos ambientalmente, em ordem decrescente de importância.

Para a elaboração do estudo, foi considerada zona de risco ambiental toda situação de fragilidade de um ecossistema, bioma, meio físico ou atividade ? área contaminada, instalação industrial, aterros sanitário, industrial e/ou tóxico, depósitos inadequados, irregulares e outros ? que possa romper o equilíbrio e causar desastre ambiental.

A Resolução determina ainda a constituição de uma comissão que vai tabular os resultados obtidos e elaborar um mapa contendo as áreas de maior risco ambiental no Paraná.