O cambeense Ederaldo Alves, de 23 anos (foto), faz parte de um grupo de 15 paranaenses que foi deportado dos Estados Unidos, na semana passada. Além dele, alguns outros cambeenses que não querem se identificar também estavam no mesmo grupo, o restante eram de Londrina, Maringá e Marialva. Segundo foi apurado, alguns já residiam e trabalhavam naquele país, motivo porque tiveram a permissão de entrar recusada pelo serviço de imigração no aeroporto de Miami.

Ederaldo, de 23 anos, é comerciante no Santo Amaro e confirmou que essa era a quita vez que retornava para os EUA, “Já não estava muito a fim de voltar para lá e depois dessa, nunca mais volto”, garantiu ele. Ele diz não entender o que de fato aconteceu. “Apesar de já ter trabalho lá, nunca permaneci ilegal no país e por isso meu passaporte e meu visto estão em dia”. Segundo informações divulgadas pelo Serviço de Imigração dos Estados Unidos (INS), a deportação de brasileiros vem aumentado a cada ano. Em 1999, foram 750 deportações. Em 2000, aumentou para 1,5 mil e no ano passado foram três mil.

O INS informou também que ainda não está em vigor a drástica redução, para apenas 30 dias, do prazo de permanência de turistas e outros visitantes no país. Atualmente, o INS autoriza períodos de permanência nos EUA que vão de 30 dias a seis meses para turistas. Várias organizações de defesa dos direitos civis e representantes da indústria turística rejeitaram a medida do INS por considerá-la prejudicial aos interesses das pessoas e do desenvolvimento do turismo. As autoridades de imigração informaram que todas estas ações fazem parte dos novos e renovados esforços para aumentar o potencial da segurança nacional e reforçar e controlar a imigração no país.

Fonte: CambéNews