Ezequias Moreira e Jorge Atherino, que estavam presos desde o dia 19 de março, devem ser beneficiados pelo mesmo habeas corpus que liberou da prisão o ex-governador Beto Richa (PSDB), solto na semana passada. A decisão foi tomada pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, na tarde desta quinta-feira (11).

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Somente o pedido de liberdade de Atherino estava incluído na pauta da sessão, mas o relator do caso, o desembargador Francisco Pinto Rabello Filho, decidiu que, como se tratam de situações semelhantes, era o caso de estender os mesmos benefícios para Ezequias Moreira. O voto do relator foi acompanhado pelos dois magistrados que também faziam parte do quórum: os desembargadores José Carlos Dalacqua e Laertes Ferreira Gomes.

Ainda não se sabe quando o alvará de soltura será expedido e, portanto, quando serão soltos. Ambos estão no Complexo Médico Penal, em Pinhais.

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Na quinta-feira passada, por dois votos a um, a mesma Câmara decidiu que não havia fundamento para manter preso o ex-governador, que foi liberado no mesmo dia. Ezequias e Atherino também estão sujeitos às mesmas medidas cautelares aplicadas a Beto Richa: estão proibidos de manter contato com os demais acusados (exceto cônjuge e parentes em primeiro grau); devem cumprir recolhimento domiciliar em período noturno e aos finais de semana; entregar o passaporte em 48 horas; e está impedimento de ocupar qualquer função pública federal, estadual, distrital e municipal.

Os três já são réus em ações que apuram as irregularidades apontadas pela Operação Quadro Negro.

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