O governo do Estado e a Caixa Econômica Federal (CEF) firmaram parceria ontem para a viabilização da construção de 7 mil moradias no Paraná. Por meio do Programa de Subsídio à Habitação de Interesse Social (PSH), famílias com rendimento até R$ 580,00 deverão ser beneficiadas, podendo quitar as casas ? com parcelas que não passarão de 20% da renda familiar ?, em períodos de 6 a 20 anos. O investimento total deverá chegar a R$58 milhões, sendo R$31 milhões repassados pela Caixa. De imediato, serão financiados 912 moradias, com investimento de R$6,5 milhões, dos quais R$4,1 milhões serão desembolsados pela Caixa por meio do PSH.

O Casa da Família/PSH tem como parceiros os municípios, que participam com a doação do terreno e infra-estrutura, o governo Federal, com recursos da Caixa, e o governo Estadual, com contrapartida financeira e de serviços.

A meta da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) é contemplar 80 mil famílias nos próximos quatro anos somente neste projeto. Com os outros cinco projetos da Cohapar, a meta é contemplar ao todo 200 mil famílias.

O secretário Nacional da Habitação, Jorge Fontes Ereda, afirmou que o PSH tem o desenho da política que o governo Federal acredita ser o ideal para a habitação, unido esforços federais, estaduais e municipais. Ele explicou que o ministros das Cidades Olívio Dutra pretende promover uma grande discussão sobre habitação no Brasil. “Já no próximo mês será criado o Conselho das Cidades, que terá várias Câmaras, uma delas para discutir habitação”, afirmou.

Para o presidente da CEF, Jorge Matoso, este tipo de convênio permite que pessoas de baixa renda tenham aceso a moradia. “A Caixa e o Ministério das Cidades estão estudando alterações no PSH para deixá-lo ainda mais fácil para a população mais carente”, afirmou Matoso.

O presidente da Cohapar, Luiz Cláudio Romanelli, salientou que as pessoas escolhidas para participar do projeto sairão dos cadastros da Cohapar conforme o desenvolvimento das ações. “Faremos tudo num processo integrado com os municípios”, salientou.

Gesso

O governador Roberto Requião (PMDB) aproveitou a cerimônia para criticar o contrato de exclusividade firmado durante o governo Lerner, entre o Paraná, através do ex-secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, e o Banco Itaú. “Mais um convênio com a Caixa, assim como o convênio do Fome Zero. E o Paraná continua engessado com o Itaú. O banco aplica ou não aplica o dinheiro do Estado conforme quiser. Por quê?”, questionou Requião, destacando que o Paraná está dando um grito de liberdade.