Dois termos de cooperação técnica assinados nesta sexta-feira (14) pela Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Paraná e pelo Departamento Penitenciário do Paraná (Depen), na Região Oeste do Paraná, vão possibilitar trabalho para 250 presos do regime semi-aberto, que cumprem pena na Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu II (PEF 2).

Um dos convênios, firmado com a Prefeitura de Foz do Iguaçu, vai empregar 50 presos na construção de 700 casas populares, do programa Foz Habita. Todos receberam formação profissional nas diversas atividades da construção civil e começam a trabalhar em horário comercial, de segunda a sexta-feira, nos próximos dias, na construção de um conjunto habitacional no município.

Além de ganhar remissão de um dia da pena para a cada três dias trabalhados, os detentos recebem três-quartos do salário mínimo, sendo 80% desse valor destinado diretamente para a família ou a um procurador dele e 20% para uma caderneta de poupança, que o preso só poderá retirar quando obtiver a liberdade definitiva.

Os mesmos benefícios serão agora estendidos para mais 150 presos, do mesmo regime e do mesmo estabelecimento penal, graças à assinatura, também nesta sexta-feira (14), de termo de expansão do acordo entre a Secretaria, o Depen e a Cooperativa Agroindustrial Lar, com sede no município de Medianeira.

Em vigor há um ano, esse acordo permitia até agora que 50 presos da PEF II trabalhassem de segunda a sexta-feira, no abate de frangos na unidade agroindustrial da cooperativa em Matelândia. Como a cooperativa tem agora demanda para abater três mil frangos/dia, houve interesse das partes em ampliar para 200 o número de presos que receberão formação profissional e atuarão na unidade.

“Essas parcerias vêm ao encontro de nossa proposta de possibilitar que todos os presos do Paraná tenham formação profissional e condições de trabalhar enquanto cumprem pena”, afirma Maria Tereza Uille Gomes. Ela diz que esta é uma maneira de dar oportunidade de formação e profissionalização a essas pessoas, “que devem sim pagar pelos erros cometidos, mas precisam entrar num processo de ressocialização, que só será possível a partir do exercício de seus direitos de cidadão”.

O diretor do Depen/PR, Mauricio Kuehne, disse que novas parcerias serão firmadas ainda este ano com a Secretaria da Justiça com empresas que estão interessadas no trabalho desses profissionais, “formados por nós para colaborarem no processo de retorno saudável dessas pessoas ao convívio social”.