O alívio gerado pelo fim da greve durou pouco. Horas depois, nos principais terminais, o que se notava eram pessoas confirmando com os fiscais se determinada linha já havia voltado a circular, mas nem eles conseguiam prever. E a resposta indefinida também vale para a manhã de hoje. “Vai depender da organização deles (grevistas)”, avisou um fiscal da Urbs que não quis ser identificado. “Só que estão de sacanagem. Já registrei ônibus alimentador circulando com motorista e cobrador, enquanto vários tubos de ligeirinhos estão sem cobrador e os usuários passam até duas horas esperando um ônibus que deveria vir de 10 em 10 minutos”, observou o fiscal que mostrou a prancheta de anotações para comprovar. “Nem sei se vão ter alguma utilidade as anotações, já que nem a decisão da Justiça respeitaram”, acrescentou.

A saladeira Vanessa Aparecida Matias Santana e a sobrinha Anny Gabrielly de Godoi Santana levaram mais do que o dobro de tempo para conseguir voltar para casa. Vanessa havia faltado ao trabalho na terça e, ontem, o proprietário do restaurante onde trabalha no centro foi buscá-la. “Como a greve acabou, resolvemos voltar de ônibus. Só no Guadalupe (terminal) ficamos mais de duas horas esperando pelo ligeirinho Sítio Cercado. Sorte que, no Terminal do Pinheirinho, a linha Rio Bonito demorou bem menos”, contou Vanessa, já embarcando no ônibus. “A única vantagem foi não pagar a passagem, pois não tinha cobrador no Guadalupe”, destacou Anny. “Teve gente que até quis me pagar a passagem quando sentei no banco do cobrador, mas não aceitei para não dar confusão”, explicou Vanessa.

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