Passageiros que têm o Cartão Transporte, usado para o pagamento das passagens nos ônibus, reclamam das filas para comprar créditos na sede da Urbs, na rodoferroviária. Somente no local ou pela internet é possível fazer a recarga para pessoas físicas. Os empregados que recebem vale transporte têm o cartão automaticamente recarregado após o pagamento por parte da empresa.

“Vim aqui na Urbs na segunda-feira e a fila estava longa demais. Desisti porque tinha que trabalhar e estou voltando agora (ontem)”, comenta a operadora de caixa Lilian Maria de Oliveira. “Não tem opção de ir em outro lugar”, afirma a copeira Jacira Leal.

Gastos

Usuários reclamam do deslocamento para comprar créditos e sugerem atendimento descentralizado. “Eles poderiam colocar postos de recarga nas Ruas da Cidadania. Tem que vir para cá e gasto com passagem”, declara a escultora Adriane Muller. A autônoma Ivone Ferreira da Silva Azevedo conta que precisa atravessar a cidade para carregar o Cartão Transporte de Estudante para o filho. “Antes era possível fazer nas Ruas da Cidadania. Eu gasto duas passagens só para isto”, avalia.

Outra opção para carregar o Cartão Transporte é pelo site da Urbs (www.urbs.curitiba.pr.gov.br).

O usuário emite boleto bancário e faz o pagamento, que tem acréscimo de R$ 1,50 de taxa bancária. O crédito cai no cartão apenas 48 horas depois. De acordo com a assessoria de imprensa da Urbs, este é o tempo para o banco confirmar pagamento. Assim que isto ocorre, os créditos são liberados.

Guia da Urbs evita taxa

Para não pagar a taxa de R$ 1,50, o usuário pode gerar no site da Urbs a guia de recolhimento do Banco do Brasil e pagar em uma agência. A alternativa foi acordada com o Ministério Público do Paraná, em 2010, para evitar a cobrança da taxa de boleto bancário em todas as opções. O diferencial em pagar na Urbs é eliminar a taxa e ter a recarga na hora.

A Urbs esclarece que as filas se formam em períodos de recebimento de salário, quando os usuários compram créditos. Mas, garante que o atendimento é rápido. Segundo a Urbs, a recarga não ocorre mais nas Ruas da Cidadania para evitar a emissão do boleto bancário com a taxa (era o sistema usado antes da opção da internet). A compra em dinheiro não é feita por questões de segurança.