A Sociedade de Cães Pastores Alemães do Paraná completa 42 anos em 2002. Apesar do modismo em torno de outros cães, ela se mantém firme até hoje. O principal motivo seriam as características do animal: inteligência e devoção ao seu dono. Hoje, 180 pessoas estão associadas à agremiação. Enquanto alguns querem o animal para a segurança, outros o preferem pela admiração.

Os primeiros pastores alemães surgiram há cem anos, trabalhando em atividades de pastoreio. Aos poucos foram ganhando outros espaços. Hoje servem de companhia, atuam junto à polícia, bombeiros, entre outras atividades. Fazem segurança e devido seu faro apurado procuram drogas e ajudam em salvamentos e buscas.

O tenente Alaor Turra, presidente de Associação, diz que o que mais chama a atenção no animal é o seu caráter e índole. “Ele vai fazer exatamente o que foi treinado”, diz. Alaor conta que em algumas situações o animal só ataca se receber ordem. “Se uma criança entra no quintal para pegar uma pipa, o pastor só late avisando o dono”, diz. Em outros casos pode atacar sem ordem, se for treinado para isto.

O ideal é levar o cão para o adestramento quando ele completa oito meses. Mas em qualquer idade ele pode ser ensinado. Na primeira etapa de adestramento ele aprende a obediência e a defesa. Num segundo momento aprende a usar o faro. Depois são realizados outros cursos onde o grau de dificuldade vai aumentando. Cada módulo dura sessenta dias.

A associação promove concursos ao longo do ano. Um avalia o porte e o outro o adestramento. No Brasil um animal premiado pode vale até US$ 5 mil.