Não há mais impedimento judicial para a reabertura da Pedreira Paulo Leminski. O desfecho dessa etapa foi acordado nesta segunda-feira (06), na 4ª Vara da Fazenda de Curitiba, com o aval do Ministério Público do Paraná (MP), associação dos moradores e prefeitura. As partes envolvidas concordaram com a reabertura do local, fechado há quatro anos, mediante a execução das obras e ações previstas em um projeto apresentado pela prefeitura para viabilizar a reativação do espaço. Mesmo encerrada essa etapa, ainda não se pode prever quando que a Pedreira estará habilitada para receber eventos.

“Encerramos a fase judicial e estamos encaminhando para os órgãos competentes o projeto para execução. Mas não há como prever uma data de reabertura, já que envolve questões orçamentárias, licitação e as obras”, explica o procurador e assessor de controle externo da Procuradoria Geral do Município, Silvio Brambila. A Procuradoria participou da elaboração do projeto conta com mais 300 páginas e traz soluções para todas as reclamações apontadas pelos moradores da região.

Alguns requisitos para a execução das melhorias já foram obtidos como os laudos e estudos de impacto ambiental, de sonorização e do Corpo de Bombeiros. Também está em andamento o plano de policiamento da Polícia Militar (PM), no qual será instalado um posto com ampla infraestrutura. “Será mais do que um módulo e adaptado às necessidades de segurança que demanda uma região que abriga um espaço que recebe grandes eventos”, explica. Além disso, em dias de shows ou espetáculos, está previsto no projeto que a Secretaria Municipal de Trânsito (Setran) será responsável por bloquear a área ao redor da Pedreira para evitar eventuais transtornos a quem mora ao redor. “Uma das principais reclamações dos moradores era com o mau comportamento do público de alguns shows”, lembra o procurador.

Ainda no sentido de preservar a tranquilidade de quem reside próximo à Pedreira, os organizadores dos eventos na Pedreira terão contratos mais rígidos no que envolve o cumprimento de horários e a qualidade dos equipamentos de som. “Será exigido um tipo de equipamento que impede o som de se espalhar e com uma qualidade acústica muito superior. Além disso, os realizadores serão penalizados em caso de atraso nos horários de início e encerramento dos eventos”, destaca Brambilla.

Na parte das obras, o projeto contempla instalação de geradores, sinais luminosos no chão e placas de sinalização. Também haverá uma área para pessoas com dificuldade de locomoção, rampas de acesso e saídas de emergência, que incluem a construção de escadas. Segundo o procurador, dentre os órgãos municipais que mais serão mobilizados para a realização das ações previstas, estão a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e a Fundação Cultural de Curitiba.