Um projeto de lei proposto pelo primeiro vice-presidente da Câmara Municipal de Curitiba, Tito Zeglin (PDT), quer suscitar o debate entre pais e professores a respeito do peso que os alunos carregam em suas mochilas e pastas escolares.

A ideia, que quer regulamentar o peso máximo a ser transportado pelos estudantes, foi aprovada em segunda discussão nesta semana e aguarda apenas a sanção do prefeito Beto Richa (PSDB) para se transformar em lei.

De acordo com o Zeglin, trata-se de uma medida educativa que visa o bem estar de crianças e adolescentes. O vereador acredita que, com essa vigilância, vai evitar problemas futuros com a coluna dos estudantes.

“Os jovens hoje em dia carregam peso em excesso nessas mochilas. Conversei com ortopedistas e eles afirmaram que, se não tomarem cuidado, vai gerar sérios problemas mais para frente. Então surgiu essa ideia para que pais e professores fiquem alertas”, avalia.

Ele diz que ficou abismado quando, recentemente, visitou uma escola e viu o peso que os alunos carregavam. “Um dos estudantes carregava 15 quilos em sua pasta escolar e ele pesava 42 quilos. É muito peso. A Organização Mundial da Saúde diz que essas bolsas não podem carregar mais do que 5% do peso de uma criança de 10 anos e 10% de um indivíduo acima desta idade”, informa.

Questionado se acredita na sanção do projeto, Zeglin diz que não deve ter problema pois “não vai trazer ônus para os cofres públicos e que não há um porquê em não aprová-la”.

Para o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Paraná (Sinepe-PR), Ademar Batista Pereira, a medida é válida, embora ache que não haja a necessidade de se criar uma lei para isso.

“As escolas particulares já fazem esse tipo de orientação aos pais, seja indicando o tipo correto de bolsa como oferecendo armários para que os alunos possam deixar seus livros. Contudo, é preciso que os pais participem disso, pois fica difícil a escola monitorar a todos”, afirma.

A reportagem de O Estado entrou em contato com a Secretaria Municipal de Educação para saber a posição sobre o projeto, porém, a assessoria de comunicação informou que só irá se pronunciar caso o prefeito Beto Richa sancione a lei.