O secretário da Agricultura, Valter Bianchini, participou nesta segunda-feira (25) da apresentação dos resultados dos projetos desenvolvidos pela Rede Paranaense de Pesca, projeto criado em 2003 pelo Governo do Estado e que envolve treze instituições de pesquisas, lideradas pelas Secretarias da Agricultura, e Ciência e Tecnologia.

Esse projeto conta com recursos da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior no valor de R$ 22 milhões para atender cerca de 60 municípios paranaenses que se beneficiam da piscicultura.

Segundo o engenheiro de pesca da Emater, Luiz de Souza Viana, os principais projetos estão concentrados no litoral do Estado. Entre eles, o de produção de sementes de ostras em laboratório, que vai atender cerca de 400 famílias de pescadores, e evitar a extração predatória. Outros projetos que se destacam são os de produção de alevinos de robalo peva, criação de forma jovem de carangueijo puçá e de pós larvas de camarão branco para repovoamento das baías de Antonina, Guaratuba e Guaraqueçaba.

A rede Paranaense de Pesca é composta por mais de 20 pesquisadores de 13 instituições, entre elas UFPR, PUC, Unioeste, Fundação Terra, Emater, entre outras.

Durante o evento foi apresentado também o resultado do censo de pesca artesanal que aplicou cerca de 6.500 questionários em sete municípios da região: Morretes, Guaratuba, Pontal do Paraná, Paranaguá, Matinhos, Guaraqueçaba e Antonina. O resultado preliminar do questionário aponta a existência de aproximadamente 5,8 mil pescadores no litoral do Estado, e com base nele a Rede Paranaense de Pesca vai formar equipes para elaborar projetos e dar assistência técnica aos pescadores.

Depurador de ostras

Outro projeto apresentado pela Rede foi o depurador de ostras e de mexilhões, que já está em pleno funcionamento em Paranaguá e Guaratuba. Trata-se de um projeto pioneiro no Brasil, de descontaminação de ostras que torna o molusco 100% livre de impurezas, que geralmente causam doenças como diarréia e vômitos em pessoas. Cada depurador tem capacidade para descontaminar 500 dúzias de ostras por dia. Com as outras duas unidades previstas para entrar em funcionamento em Guaraqueçaba, nas comunidades do Costão e do Almeida, a produção de ostras descontaminadas deverá chegar a 2 mil dúzias por dia.

Em rios de água doce os projetos desenvolvidos tratam basicamente do repovoamento de espécies como pacu, curimba, surubim do iguaçu, jundiá e lambari. O projeto está sendo desenvolvido em parceria com a Unioeste, envolvendo mais de 180 piscicultores de nove municípios da região. Nessa região foi criada uma cooperativa que vai explorar um frigorífico, com aproveitamento de 70 % da polpa do peixe, que será transformada em merenda escolar, além de uma fábrica de ração.