O seminário sobre as violações dos direitos das crianças e adolescentes, que aconteceu nesta quarta-feira (17), em Curitiba, trouxe informações relevantes para a definição de políticas públicas a serem tomadas pelos governos. A pesquisa estadual foi realizada em 2006, em 399 municípios do Estado do Paraná, atingindo 85% da população.

Segundo a pesquisa, no Estado do Paraná foram registrados 55.646 violações. No município de Curitiba e Região Metropolitana, foram 6.590 casos. As violações por categoria de análise tiveram como base a zona, a faixa etária, o sexo, a cor e agentes violadores de direitos.

A pesquisa mostra que 92,11% das violações se concentram na zona urbana, com 51.253 das ocorrências, nas faixas etárias de 10 a 14 e de 15 a 17 anos, do sexo masculino, com 53,59% das ocorrências, de cor branca com 68,52%, e os agentes violadores são os próprios familiares, com 51,61%, correspondendo a 28.721 casos registrados, pela inadequação do convívio familiar.

No quadro convivência familiar e comunitária, na questão envolvendo a inadequação do convívio familiar, a pesquisa apontou que o principal problema está na violência psicológica, com 2.992 casos, em que o agente violador é a família. Em segundo lugar o convívio com drogas químicas e álcool, e em terceiro a violência física, com 1.349 casos apontados.

O coordenador da pesquisa, Paulo Baptista, chamou atenção para um aspecto importante da pesquisa, a falta de creches foi eleita como a violação mais frequente nos municípios de Curitiba, Araucária e Pinhais, responsabilizando em primeiro lugar o governo federal, e em segundo os governos estaduais e municipais.